Sábado, 18 de Maio de 2019
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Detento é encontrado morto em cela de isolamento em presídio

Ele estava sem marcas de violência, mas só o IML confirmará se não foi homicídio. Na sexta (10), um detento morreu assassinado na mesma penitenciária



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Roberto Moreira Moraes foi encontrado morto uma semana após entrar para o CDP
14/07/2015 às 14:22

Um detento foi encontrado morto na noite de ontem, segunda-feira (13), dentro de uma cela de isolamento do Centro de Detenção Provisória (CDP), presídio que fica no Km 8 da rodovia BR-174 (Manaus/Boa Vista). O detento é Roberto Moreira Moraes, 31, que havia sido levado para cumprir pena no CDP há apenas uma semana, na terça (7).

Roberto estava sozinho na cela número 1, de isolamento, segundo informou a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Os agentes realizavam a chamada dos presos, perceberam que Roberto não respondeu e viram ele deitado no chão. Roberto não tinha sinais de violência no corpo.

A causa da morte não foi confirmada, mas não foi descartado homicídio nem suicídio ou causa natural, o que será apontado por exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML). “Essa de ontem foi morte natural. Estamos tentando separar esses desafetos (entre facções) e punir os envolvidos”, disse o titular da Seap, coronel Loismar Bonates.

Essa é a segunda morte de um detento no CDP em quatro dias. Na sexta-feira (10), Aldemir Picanço de Oliveira, 38, o “Deco”, foi assassinado e depois decapitado. A causa do assassinato está relacionada a uma rixa entre as facções criminosas Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC), além da morte do detento “Chester”.

Vistoria

Ontem de manhã, 170 policiais fizeram uma vistoria e apreenderam 130 estoques (arma branca caseira), cinco tesouras, 12 cachimbos artesanais, trouxinhas de droga, celulares e carregadores, chips e baterias no CDP. A revista foi solicitada pela direção do presídio após a morte de “Deco”.

O CDP é o presídio onde estão presos os principais líderes FDN, como o “Zé Roberto da Compensa”, e qualquer detento considerado “inimigo” da organização e que esteja jurado de morte é assassinado por lá, como ocorreu com “Deco”. Outro líder da FDN, “João Branco”, está foragido.


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