Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
CASAMENTO COLETIVO

Detentos do sistema prisional amazonense participam de casamento coletivo

Na ocasião, sete casais puderam selar a união amorosa. O vestuário ficou sob a responsabilidade das noivas, e as alianças, dos familiares



SEAP_01__6__7C9E3ECE-D89D-4CA6-8393-05DDD64207C6.jpeg Seap realiza casamento coletivo no Ipat para formalizar união de sete casais. Foto: Divulgação/Seap
30/11/2021 às 16:24

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) celebrou, nesta terça-feira (30/11), o amor de sete casais do sistema prisional do Amazonas em uma cerimônia de Casamento Coletivo, realizada no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), localizado no ramal do km 08 da BR-174 (Manaus-Boa Vista). A oficialização do matrimônio representa um importante passo no processo de ressocialização dos apenados.

Durante uma cerimônia civil e religiosa regada de muita emoção, seis internos que cumprem pena no Ipat, e um do Centro de Detenção Provisória de Manaus 1 (CDPM 1), puderam oficializar a união com suas respectivas companheiras. O evento contou com a participação de familiares dos noivos, diretores e adjuntos das unidades prisionais da capital. A união dos casais foi formalizada pelo Ministério Apostólico Embaixadores de Cristo (MAEC).



O casamento coletivo foi promovido pelo Departamento de Reintegração Social e Capacitação (Deresc), setor responsável por dar entrada em todo o processo junto ao Cartório de Registro Civil. Outros parceiros também contribuíram para tornar o momento ainda mais especial. Reeducandas do Centro de Detenção Feminina (CDF) cuidaram da maquiagem e penteado das noivas. O vestuário ficou sob a responsabilidade das noivas, e as alianças, dos familiares.

De acordo com o diretor do Ipat, Tales Renan, o matrimônio só tende a aumentar a efetividade do processo de ressocialização dos reeducandos por meio do amadurecimento dos mesmos como homem e futuro cidadão reingresso à sociedade. “O ato de buscar um casamento, a união com a mulher que ele tinha uma união estável, provoca uma mudança de pensamento, onde o interno começa a se enxergar como um chefe familiar e agregar responsabilidades. Nós, da Seap, ficamos imensamente orgulhosos em ver que essa busca por legalizar a relação é uma iniciativa do próprio apenado. Podemos ver que ele está mudando a sua concepção e o seu panorama psicológico para ser reinserido na sociedade”.

Para a noiva Júlia (nome fictício), o momento do “sim” foi a realização de um sonho antigo. “Estou muito feliz, pois é a realização de um sonho. Nós estamos há muito tempo juntos e desejávamos isso como nunca. Agora, oficialmente, somos um só e eu tenho certeza que isso será uma motivação a mais para ele continuar seguindo o caminho do bem”, disse ela.

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