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Cotidiano
Receptivos

Detentos são 'bons anfitriões' das equipes de saúde nos presídios do Amazonas

A população carcerária é receptiva nas ações de saúde, afirma coordenadoria de DST e hepatites virais 12/07/2016 às 22:18 - Atualizado em 12/07/2016 às 22:41
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Detento de unidade prisional recebendo atendimento médico / Foto: Divulgação/Seap
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Os detentos costumam ser “bons anfitriões” e bastante receptivos às ações de saúde realizadas nas unidades prisionais de Manaus. A constatação é da coordenadora estadual de DST/Aids e Hepatites virais, infectologista Silvana Lima, em relação à Campanha pelo Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais que iniciou nesta terça-feira (12) e que vai até a próxima quinta nas nove cadeias públicas da capital amazonense. Até amanhã, uma população carcerária estimada em 1.500 detentos vai receber atendimento, testes rápidos para as hepatites B e C, palestras educativas e preservativos.

“Os detentos recebem muito bem todas às vezes que uma equipes de saúde vai até as unidades prisionais, como quando das palestras e distribuição de materiais. Eles sabem que estamos cuidando da saúde deles. Ninguém quer adoecer, e esse tipo de informação sempre é muito bem recebida por eles. Eu já fui pessoalmente em todas as unidades prisionais e falamos sobre as doenças dando enfoque para a Aids, que não tem cura, e as hepatites, que são doenças que podem a longo prazo se manifestar com cirrose e câncer de fígado. Por conta disso, toda informação de saúde, na nossa percepção, sempre é bem recebida. E muitas vezes eles mesmo pedem apoio, inclusive fora de época de campanhas”, disse Silvana Lima.

As ações nas unidades prisionais envolvem uma iniciativa conjunta das secretarias de Saúde do Estado (Susam) e Município (Semsa), além da de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania  (Sejusc).

Vulneráveis

Pessoas em regime de privação de liberdade, como os detentos, estão incluídos na parcela da sociedade considerada como populações vulneráveis para doenças como hepatites, tuberculose e AIDS. Vivendo em celas, estão propensos a compartilhar materiais contaminados ou se relacionar sexualmente com outros detentos, correndo o risco de contrair hepatites B e C por sangue contaminado, sendo foco da campanha de prevenção

“Os detentos estão mais propensos às doenças infecto-contagiosas, entre elas as hepatites. Nós fazemos a prevenção e cedemos os testes que são feitos nas unidades focos da campanha. Quando identificados com alguma doença, eles são referenciados para consultas ou internação na Fundação de Medicina Tropical, ficando internados até o tempo que for necessário”, salienta a coordenadora Silvana Lima.

Frase

“Os detentos recebem muito bem todas às vezes que uma equipes de saúde vai até as unidades prisionais”

Silvana Lima, Coord. Est. DST e Hep. Virais

Em números

1.500

Detentos de nove unidades prisionais da capital vão receber, até até amanhã, as ações da campanha pelo Dia Mundila de Combate às Hepatites Virais.

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