Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020
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Dez anos de fundação: Fapeam investe em mais recursos para ciência e tecnologia

Proposta é aumentar de 1% para 2% o valor da receita líquida do Estado aplicado na Fundação de Amparo à Pesquisa do AM



1.gif Presidente da Fapeam, Maria Olívia Simão destacou que investimentos feito em Ciência & Tecnologia são para o futuro
18/04/2013 às 09:25

Em um estado com 3,4 milhões de habitantes e pouco mais de 1,7 mil doutores, trabalhar com Ciência e Tecnologia é um desafio a ser superado diariamente. Essa é a missão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) que completa dez anos de fundação no próximo dia 21 de maio.

Para fortalecer esse quadro, a ideia é aumentar de 1% para 2% o valor da receita líquida do Estado que é destinada à Fapeam. A proposta é do deputado José Ricardo Wendling, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) e foi citada ontem durante sessão especial em homenagem à fundação, realizada no plenário. O investimento é garantido na Constituição do Amazonas.



“Temos a potencialidade das nossas riquezas naturais e precisamos trabalhá-las, com investimento em pesquisa e desenvolvimento a fim de buscarmos uma alternativa ao modelo econômico de hoje da Zona Franca de Manaus”, afirmou o deputado José Ricardo.

Para a diretora-presidente da Fapeam, Maria Olívia Simão, o debate é importante, uma vez que os resultados de investimentos feitos no setor são previstos para médio e longo-prazo. “Começamos agora para ver um resultado lá na frente: as grandes descobertas, por exemplo, levam 20 anos, a formação de mão de obra qualificada, 4 anos e as pesquisas, em geral, 3 anos e meio”, explicou. Ela ressaltou que durante esses 10 anos a Fapeam se fortaleceu sendo buscada, inclusive, por universidades de MG e SP para intercâmbio de conhecimentos. “Além disso, estamos presente hoje em 32 municípios do Estado, com ações ou pesquisas”, disse.

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Adalberto Luís Val, lembrou que foram necessários 158 anos para a criação da fundação que tem, hoje, um papel fundamental na sociedade, uma vez que as relações entre o homem e o ambiente estão em fase de transição, de novos paradigmas e é a pesquisa desenvolvida quem vai nortear essa inter-relação. “Como vamos ter que nos portar daqui pra frente diante da economia verde, do desenvolvimento sustentável, é ciência e tecnologia quem vão dizer”, disse.


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