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Dez famílias desabrigadas pela cheia estão alojadas em barracas de emergência em Boca do Acre

Até agora, a Defesa Civil já registrou que 1064 famílias da cidade foram afetadas pela cheia deste ano. A maioria delas foi para a casa de parentes 05/03/2015 às 16:06
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Defesa Civil trabalha no local dando assistência aos desabrigados
Lucas Jardim Manaus (AM)

Nesta quinta-feira (5), dez famílias desabrigadas foram alojadas em barracas de emergência em Boca do Acre, município amazonense localizado a 950 quilômetros da capital Manaus. O município decretou estado de emergência no último dia 27 de fevereiro e a Prefeitura do local considera a possibilidade de instalar mais barracas para receber desabrigados, uma vez que a previsão é de que as chuvas permaneçam fortes na região e o rio Acre continua a subir.

Até agora, a Defesa Civil já registrou que 1064 famílias da cidade foram afetadas pela cheia deste ano. A grande maioria delas conseguiu ser remanejada para casas de parentes, mas as dez que estão desabrigadas foram para as barracas.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, cada família tem uma barraca própria, mas caso haja superlotação, homens e mulheres poderão ser separados e ficar em alojamentos distintos.

Caso o aumento do nível das águas comprometa o abastecimento de água potável e alimentos de Boca do Acre, a cidade deverá decretar estado de calamidade pública, caracterizado pela perda do poder público municipal e intervenção total de entes federados superiores (Estado e União). O município já decretou esse estado algumas vezes, a última delas sendo no ano passado.

Além das cestas básicas que já foram enviadas via fluvial (27 toneladas), a Defesa Civil afirma que as famílias serão assistidas com colchões e medicamentos. Na última segunda-feira (2), a cota de emergência em Boca do Acre era de 19m23cm, ultrapassando a cota de alerta (18m50cm) e a de transbordamento (19m05cm).

Cheia

Boca do Acre é a sétima cidade amazonense a decretar estado de emergência por conta da cheia deste ano. As outras são Itamarati, Guajará, Ipixuna, Eirunepé e Envira, na calha do Juruá e Canutama, no Purus.

Os municípios de Tabatinga, São Gabriel da Cachoeira, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Iça, Tonantins, Atalaia do Norte, Benjamin Constant (Alto Solimões) e Humaitá (Madeira), continuam em alerta.

A Defesa Civil do Estado já realizou ao todo o envio de 105 toneladas de alimentos não perecíveis, para garantir a proteção alimentar das mais de 11 mil famílias afetadas.

Acre

Enquanto isso, a situação é pior ainda no Estado do Acre. Taném nesta quinta-feira (5), a Defesa Civil acreana confirmou a morte de dois moradores da capital Rio Branco, em decorrência da enchente do Rio Acre que atinge a cidade.

Segundo o capitão Cláudio Falcão, da Defesa Civil, uma mulher de 64 anos e um homem de 48 anos foram eletrocutados quando tentavam recuperar objetos de suas casas. “(Eles) estavam fazendo mudança dos móveis, dentro das residências, quando sofreram essa descarga elétrica", explicou.

Por questão de segurança, diversos bairros e parte do centro de Rio Branco estão sem fornecimento de energia elétrica. Tanto o Exército quanto a Defesa Civil do Amazonas já declararam que ajudarão o Estado.

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