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Cotidiano
INVESTIGAÇÕES

Dez são presos suspeitos de depredar DIP e espancar mulher em Novo Aripuanã

Segundo o delegado, outras 13 pessoas não foram encontradas no município e estão sendo procuradas em comunidades rurais e cidades próximas 17/05/2017 às 18:22 - Atualizado em 17/05/2017 às 18:28
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O caso aconteceu no dia 7 de fevereiro na delegacia de Novo Aripuanã (Foto: Divulgação)
acritica.com Manaus (AM)

Dez pessoas foram presas nesta quarta-feira (17) em Novo Aripuanã, durante a operação “Interior Seguro”, que busca encontrar um grupo de pessoas envolvidas na invasão e destruição do prédio da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) daquela cidade ocorrida no dia 7 de fevereiro deste ano. Outras treze pessoas estão sendo procuradas.

Segundo o delegado do Departamento de Polícia do Interior (DPI),Mariolino Brito, apenas dez dos 23 mandados de prisão preventiva foram cumpridos.

A autoridade policial informou que a operação teve início por volta das 7h da manhã e envolveu mais de 30 servidores lotados no DPI, na DIP de Novo Aripuanã, Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera), Departamento de Investigação Sobre Narcóticos (Denarc) e da Polícia Militar de Borba, município distante 151 quilômetros da capital, e de Nova Olinda do Norte, município distante 135 quilômetros de Manaus.

Os mandados foram expedidos pelo juiz Celso Souza de Paula, da Comarca de Novo Aripuanã. A operação “Interior Seguro” prendeu Claudemir Pantoja, Pedro Brasil, Alexandre Ferreira, Milena Franco de Abreu, Lidiane Paz das Chagas, Josiane Fonseca de Freitas, Silvana Franco Vaz, Anderson e Mizael Vales. Um outro homem, de nome não informado pela Polícia Civil, estava internado no hospital da cidade e, também, recebeu voz de prisão na unidade hospitalar.

Segundo Mariolino Brito, outras 13 pessoas não foram encontradas no município e estão sendo procuradas em comunidades rurais e cidades próximas. Os infratores foram identificados pela polícia de Novo Aripuanã como líderes do movimento que depredou o prédio da DIP após a prisão de Luzinete de Costa Gama, 30, suspeita de matar uma criança depois de atear fogo em uma residência naquela cidade, crime ocorrido no dia 7 de fevereiro.

O delegado do DPI lembrou que, na ocasião, o grupo de pessoas invadiu a DIP da cidade, abriu as celas, libertou detentos provisórios, ateou fogo na recepção e na cozinha do prédio, viaturas da polícia e nos veículos apreendidos no estacionamento da unidade policial. Também espancou Luzinete, que foi internada em estado grave no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto em Manaus, com queimaduras de terceiro grau em 80% em todo no corpo.

No tumulto o delegado titular da DIP da cidade, Vinícius de Melo, também foi atingido na cabeça com uma pedra e teve o braço fraturado. “A informação na cidade é que outras 13 pessoas fugiram para as comunidades rurais, municípios próximos ou para a capital. A operação vai continuar durante toda a semana para capturar esses infratores”, afirmou Mariolino Brito, que comandou pessoalmente a ação policial em Novo Aripuanã.

Após os procedimentos policiais cabíveis na DIP de Novo Aripuanã, todos os presos foram indiciados pelos crimes de dano ao patrimônio público e tentativa de homicídio.

As mulheres foram levadas para o Presídio de Itacoatiara, município distante 176 quilômetros em linha reta da capital. Os homens transferidos para o Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM) em Manaus, onde vão ficar à disposição da Justiça.

Entenda o caso

O caso em Novo Aripuanã aconteceu no dia 7 de fevereiro. Conforme a Polícia Civil, a ocorrência de depredação na delegacia em Novo Aripuanã começou quando populares se revoltaram com a mulher presa. O grupo de manifestantes jogou gasolina no prédio da unidade policial.

A mulher foi espancada e teve braços e mãos queimadas. Além do próprio delegado, Vinicius de Melo, ter sido atingido por uma pedra na cabeça.

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