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Dia do Médico Veterinário é marcado pela busca de controle de zoonoses no Amazonas

A problemática dos animais que vivem no meio urbano, com grandes chances de transmitir doenças aos humanos, é pano de fundo para uma discussão sobre a missão da categoria 10/09/2014 às 09:15
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Médicos veterinários querem uma maior participação no controle de zoonoses, hoje feito de maneira precária no CCZ
Rosiene Cavalho ---

Com aproximadamente 760 veterinários no Amazonas e uma população de quatro mil cães e gatos na área urbana, o Dia do Médico Veterinário foi comemorado nesta terça-feira (9) pelos profissionais da área em meio a busca de ampliação da participação da categoria nos processos de controle de zoonoses .

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária no Amazonas (CRMV-AM), Paulo Alex Carneiro, os procedimentos adequados e éticos nesta área só podem ser realizados a partir da participação de médicos veterinários.

Como exemplo de oferta de um serviço que amplie a qualidade de vida da população na zona urbana, Paulo Alex citou a inclusão da profissão nos serviços dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), criados pelo Ministério da Saúde em 2008, e que deveriam funcionar nos modelos de Casonas da Família.

“Os profissionais da Veterinária estão capacitados para trabalharem na área de Saúde fazendo ações preventivas na área de zoonoses, evitando proliferação de doenças como raiva, vetores de endemias como dengue”, declarou o presidente do CRMV-AM.

Paulo afirmou que algumas cidades do País, sobretudo as da região Sul, já adotam os profissionais veterinário no NASF. “Estamos numa luta para que Manaus seja a primeira capital a fazer o que determina o Ministério da Saúde. A inclusão dos veterinários está prevista desde 2010 e é uma luta nossa para que a Prefeitura de Manaus adote essa prática” , declarou Paulo Carneiro.

O secretário municipal de Saúde (Semsa), Homero de Miranda Leão Neto (PHS), declarou que tem respeito e consciência da importância do trabalho dos médicos veterinários para a sociedade. No entanto, ele acrescentou que a Semsa trabalham com prioridades e, neste momento, é importante ampliar o acesso da população de Manaus ao atendimento básico como pediatria e clínica médica.

De acordo com informações do secretário, apenas 52% da população é coberta com o atendimento atenção básica. Ele esclareceu que todos que procuram atendimento na rede municipal são atendidos. Mas que a rede não alcança geograficamente, dentro do ideal, toda a cidade.

“Reconheço a importância dos veterinários, mas temos que chegar a pelo menos 70% de cobertura na atenção básica à população e só atendemos 52%. Temos que ampliar o acesso à clínica básica, pediatria, ginecologia, clínica médica, então, não temos como priorizar, neste momento, os veterinários”, declarou.

O secretário justificou a falta de veterinário no NASF nos baixos recursos repassados pelo Governo Federal aos municípios. “Existe até um programa nacional para ampliação desses investimentos chamado ‘Saúde Mais Dez’. O que ocorre hoje é que quem tem muito dinheiro, o Governo Federal, faz pouco. E quem tem pouco dinheiro, os municípios, faz muito”.

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