Domingo, 21 de Julho de 2019
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Dia Nacional de Luta será marcado em Manaus com diversas manifestações

O ponto alto das manifestações deve acontecer a partir das 14h no Centro de Manaus, segundo os organizadores, além das centrais sindicais, cerca de 60 mil trabalhadores de 250 sindicatos



1.jpg Centrais sindicais se uniram para cobrar do governo diversas reformas, entre elas a que reduz a jornada de trabalho
11/07/2013 às 07:29

Trabalhadores de diversas categorias estarão nas ruas nesta quinta-feira (11) para reivindicar seus direitos. A partir das 5 horas da manhã, já acontecem manifestações em diversos pontos da cidade, o principal deles será na Bola da Suframa, no Distrito Industrial.

Já às 9h da manhã profissionais da área da educação estarão fazendo uma passeata da Bola do Eldorado, no Parque Dez, de onde seguirão até a Assembleia Legislativa.

A partir das 14h no ocorrerá concentração na Praça do Congresso, no Centro, seguida de caminhada na Avenida Eduardo Ribeiro e encerramento no cruzamento dessa via com a Avenida Sete de Setembro.

Esse deverá ser o ponto alto das manifestações, que devem reunir, segundo os organizadores, além das centrais sindicais, cerca de 60 mil trabalhadores de 250 sindicatos.

Reivindicações
De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), toda a categoria deve paralisar as suas atividades nesta quinta (11). “As secretarias de educação do Estado e município já foram comunicadas e amanhã estaremos nas manifestações”, avisou a diretora, Isis Tavares Neves.

De acordo com ela as reivindicações da categoria valem não somente para os professores, mas sim para todos os que atuam no segmento educacional. “Estamos lutando em prol da concessão de 10% do PIB para a educação, vale alimentação, plano de saúde, e plano de cargos e salários para todos os funcionários do Estado”, disse Isis.

Segundo o presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), José Belizario, o ato público irá protestar também por melhores condições de trabalho no serviço público, não ao assédio moral nas instituições públicas; não à corrupção, melhorias da qualidade do transporte coletivo, mais investimentos na saúde pública, fim das privatizações e da terceirização do trabalho, o combate a criminalização dos movimentos sociais, e a reforma agrária.

“O país está sendo ‘sacudido’ nestes últimos dias pela população em resposta às provocações do governo, que vem desmantelando os serviços públicos, com ações de precarização. As universidades e as escolas estão cada vez mais sucateadas”, criticou Belizario.

Estivadores também se posicionarão

Nesta quarta (10), durante todo o dia, dirigentes do Sindicato dos Rodoviários discutiram a possibilidade de aderir às manifestações e como fazê-lo. “Nossas bandeiras são o depósito do FGTS e do INSS, pagamento de insulabridades, redução da carga horária para 36 horas semanais, advertências indevidas e avarias”, informou o vice-presidente da entidade, Josivaldo Oliveira.

O Claudovaldo Barreto, presidente do Sindicato dos Estivadores de Manaus acredita que pelo menos mil trabalhadores da área portuária estarão presentes na manifestação, à tarde, “Estaremos pedindo melhores condições de trabalho para a categoria, redução na carga horária de trabalho e aposentadoria especial”, apontou.

Os bancos funcionarão normalmente, mas os bancários que forem ao ato reivindicar, irão pedir o fim do fator previdenciário, revisão da tabela do Imposto de Renda e reajuste aos aposentados, informou o presidente do sindicato da categoria, Nindberg Santos.

 

Mário Viana - Presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas

“O Sindicato dos Médicos do Amazonas também estará nas manifestações que ocorrerão hoje, mas é importante que a população saiba que não haverá interrupção dos serviços prestados nas redes municipal e estadual de saúde. No próximo dia 15 realizaremos na sede do sindicato uma assembleia geral para o indicativo de greve por conta das medidas do governo federal. Hoje os protestos da categoria visarão o maior financiamento do governo brasileiro para a saúde dos Estados e municípios, cumprimento dos direitos trabalhistas aos profissionais, concurso público de caráter nacional como já prevê a constituição, maior transparência dos investimentos ao setor a fim de evitar desvios de verba, e salário de R$ 10.412 e carga horária de 20 horas semanais”.

 

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