Terça-feira, 22 de Outubro de 2019
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Diabetes registra média de 6,4 mil casos novos por ano em Manaus

A pesquisa “Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico”, feita no ano passado, aponta crescimento nos casos



1.gif Prática de exercícios físicos pode mudar status da doença sem precisar do uso de remédios, segundo especialista
14/11/2012 às 10:18

Aproximadamente 87,3 mil pessoas, em Manaus, são acompanhadas pelo Programa de Hipertensão e Diabetes na rede municipal de saúde. Desse total, 25 mil são diabéticas. A estimativa é de que em 2012 sejam confirmados mais 6,4 mil novos casos da doença na capital. Portanto, no Dia Mundial de Combate ao Diabetes, celebrado nesta quarta-feira (14), o alerta é para a prevenção.

O Ministério da Saúde divulgou, este ano, dados da pesquisa “Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico”, feita no ano passado, e revelou que a tendência de diabetes está crescendo no Brasil.



“Se em Manaus as pessoas continuarem não se prevenindo com uma alimentação saudável e com a prática de atividade física, por exemplo, vamos continuar com essa média de 6,4 mil casos, por ano”, alertou Elessandra Sicsu, responsável técnica do Programa Hipertensão e Diabetes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

De acordo com Elessandra, o Ministério da Saúde aponta que pelo menos 13% da população de Manaus tem diabetes, mas desconhece. “Essa é uma doença silenciosa. A maioria das pessoas que fazem parte do programa de diabetes da rede municipal procurou orientação médica depois que passou mal e aí iniciou o tratamento”, disse. A enfermeira explica ainda que a Secretaria Municipal de Saúde vai dar início ao rastreamento dessa população na capital.

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, o número de internações por  diabetes no Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou em 10% entre 2008 e 2011, passando de 131.734 hospitalizações para 145.869.

Desequilíbrio

O diabetes é uma doença crônica resultante do desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue. Isso ocorre quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando a insulina produzida pelo pâncreas não age adequadamente nas células do corpo devido a uma resistência do corpo à ação dela (diabetes tipo 2).

Quando um destes problemas com a insulina ocorre, a glicose deixa de ser absorvida pelas células, o que provoca a elevação dos níveis de glicose no sangue. “Geralmente, a partir dos 45 anos já é uma faixa etária de risco. Mas existem outros fatores como a obesidade, histórico da doença na família, hipertensão e níveis elevados de colesterol (gordura no sangue)”, disse o médico Mauro Magaldi.

A principal característica do diabetes é a hiperglicemia (elevação dos níveis de glicose no sangue) que pode se manifestar por sintomas como excesso de urina, excesso de sede, perda de peso, excesso de fome e visão turva. “Esses são os sintomas do tipo 1 da doença. O tipo 2 do diabetes, na maioria dos casos, costuma ser silencioso e por isso a pessoa não sabe que tem a doença, se não costuma fazer exames de rotina”, alertou. Não existe cura, mas sim, controle.

 


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