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Dilma critica governos do PSDB e diz que PT criou condições para pessoas melhorarem de vida

Em campanha pelo Rio de Janeiro nesta quarta-feira (22), a presidente candidata à reeleição criticou gestão do PSDB, dizendo que provocou arrocho salarial e desemprego. Essa tem sido a estratégia usada pela petista para ultrapassar os votos do tucano  22/10/2014 às 20:21
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Candidata à reeleição pelo PT cumprimenta eleitores em Duque de Caxias
Felipe Pontes (Reuters) Duque de Caxias (RJ)

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, disse nesta quarta-feira (22) que a melhoria de vida da população foi resultado do esforço pessoal, mas ressaltou que os governos petistas criaram as condições que tornaram isso possível, o que não acontecia quando o PSDB, de seu adversário Aécio Neves, comandava o país.

"Eu sei que você que está aí, nos escutando, sabe perfeitamente o quanto você batalhou, o quanto você lutou para melhorar de vida, isso é vitória sua sim, vitória sua", disse Dilma em Duque de Caxias (RJ), ao lado de políticos, militantes e populares, ao ser perguntada o que diria aos indecisos.

"Mas no passado você lutava também e não melhorava de vida", continuou a presidente. "Nós criamos as oportunidades para as pessoas melhorarem de vida e eu vou continuar criando."

Pesquisa Datafolha divulgada nesta madrugada mostrou Dilma com 47% das intenções de voto contra 43% do candidato do PSDB. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, os dois estão no limite do empate técnico. Segundo o levantamento, os indecisos somam 4%.

Participando de uma "caminhada com mulheres" na cidade, a presidente disse saber da importância que foi sua eleição para as brasileiras e garantiu prioridade no combate à violência contra as mulheres.

"Tanto do ponto de vista dos direitos humanos, mas sobretudo do ponto de vista da afirmação da democracia no Brasil, a mulher tem prioridade no que se refere ao combate à violência", disse a presidente.

"No caso específico da mulher, o grande projeto nosso é a Casa da Mulher Brasileira, onde nós vamos concentrar todos os órgãos do Judiciário, do Ministério Público, do Executivo que combatem a violência que vitima a mulher."

Não deixar o desemprego voltar

Mais cedo, em Uberaba (MG), Dilma voltou a criticar a política econômica do PSDB, afirmando que o Brasil teve desemprego recorde durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Nós sabemos quem no passado desempregou, quem é que conseguiu bater o recorde de desemprego em 2002, o governo Fernando Henrique Cardoso", disse Dilma a apoiadores.

Na reta final da campanha, a presidente tem feito comparações entre os 12 anos de governo do PT (quatro dela e oito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) com os oito anos de governo do PSDB com Fernando Henrique, acusando a administração tucana de promover arrocho salarial e desemprego.

Apesar de o desemprego ter caído a mínimas históricas no governo Dilma, no mês passado o Brasil teve o pior resultado para setembro em 13 anos na criação de vagas formais de trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho, abrindo 123.785 vagas formais no mês.

Apesar do resultado, a presidente comemorou, na ocasião, os números de setembro. "Gerar isso em uma das maiores crises do mundo, e que volta a apertar, mostra como a nossa situação é diferenciada", disse.

No discurso em Minas nesta quarta, Dilma também voltou a dizer que a eleição de domingo coloca em jogo o salário mínimo. A petista citou o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, indicado por Aécio como futuro ministro da Fazenda caso eleito, como sendo a favor da redução do mínimo.

"Está em jogo o salário, o salário mínimo, que o candidato deles a ministro da Fazenda acha alto demais, que tem de reduzir. Nós não vamos permitir nem admitir que o Brasil volte para trás", afirmou Dilma, ao lado do governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).


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