Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
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Dilma diz que governo não será paralisado por pedidos de impeachment e rebate Cunha

Presidente da República Dilma Rousseff, que está na Finlândia após visita à Suécia, enfrenta uma grave crise em sua coalizão governista, em meio a um cenário econômico de recessão, além de ser alvo de vários pedido de impeachment no Congresso Nacional



1.jpg Dilma Rousseff reconheceu na importância de um quadro de estabilidade política para se atingir a recuperação da economia
20/10/2015 às 11:57

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira que o governo não será paralisado por pedidos de impeachment apresentados pela oposição, independentemente de quantas tentativas forem feitas, e disse que o governo tomou todas as medidas para recuperar a estabilidade política. 



Em entrevista à imprensa ao lado do presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, durante visita a Helsinque, Dilma ainda deu uma resposta ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dizendo que seu governo não está envolvido em escândalos de corrupção.

De acordo com a presidente, o país vai superar o atual cenário de crise e recuperar a trajetória de crescimento econômico, apesar dos diversos pedidos de impedimento apresentados contra ela na Câmara.

"Acredito que o objetivo da oposição pode ser inviabilizar a ação do governo, mas a ação do governo não vai ser inviabilizada pela oposição, faça ela quantos pedidos de impeachment fizer", disse Dilma a jornalistas, ao ser questionada sobre novo pedido de impedimento que será protocolado pela oposição na Câmara dos Deputados esta semana.

Dilma, que está na Finlândia após visita à Suécia, enfrenta uma grave crise em sua coalizão governista, em meio a um cenário econômico de recessão, além de ser alvo de vários pedido de impeachment no Congresso Nacional.

A presidente reconheceu na entrevista a importância de se conseguir um quadro de estabilidade política para se atingir a recuperação da economia, e reiterou o compromisso do governo com o ajuste fiscal e o controle da inflação.

"É importante dizer que é necessário, sem dúvida, estabilidade política para que a gente tenha um percurso mais tranquilo em relação à recuperação econômica, e o governo tomou todas as medidas nesse sentido", disse.

"Nós estamos reconstituindo a base política de sustentação do governo. É absolutamente garantido que nós vamos superar essa crise", acrescentou Dilma, que realizou reforma ministerial no início deste mês para reacomodar os partidos da coalizão governista.

RESPOSTA A CUNHA

Dilma também foi questionada sobre resposta do presidente da Câmara dos Deputados a uma declaração dela. Inicialmente a presidente disse que não comentaria a declaração de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas acabou refutando o deputado.

"Meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Não é o meu governo que está sendo acusado atualmente", disse Dilma. Ao ser indagada se a Petrobras não faz parte do governo, a presidente disse que foram pessoas, e não a empresa, que tiveram envolvimento no escândalo de corrupção investigado pela operação Lava Jato.

"As pessoas que estavam envolvidas estão presas, e não é a empresa Petrobras que está envolvida no escândalo, são pessoas que praticaram corrupção e estão presas", disse.

Falando a jornalistas na Suécia no domingo, Dilma disse lamentar "que seja um brasileiro" o alvo de denúncias sobre contas não declaradas na Suíça, referindo-se a Cunha. Já na segunda-feira, o presidente da Câmara disse que lamentava que fosse "com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção no mundo”, em referência às investigações da Lava Jato.





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