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Dilma diz que governo não será paralisado por pedidos de impeachment e rebate Cunha

Presidente da República Dilma Rousseff, que está na Finlândia após visita à Suécia, enfrenta uma grave crise em sua coalizão governista, em meio a um cenário econômico de recessão, além de ser alvo de vários pedido de impeachment no Congresso Nacional 20/10/2015 às 11:57
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Dilma Rousseff reconheceu na importância de um quadro de estabilidade política para se atingir a recuperação da economia
pedro fonseca/reuters brasil ---

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira que o governo não será paralisado por pedidos de impeachment apresentados pela oposição, independentemente de quantas tentativas forem feitas, e disse que o governo tomou todas as medidas para recuperar a estabilidade política. 

Em entrevista à imprensa ao lado do presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, durante visita a Helsinque, Dilma ainda deu uma resposta ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dizendo que seu governo não está envolvido em escândalos de corrupção.

De acordo com a presidente, o país vai superar o atual cenário de crise e recuperar a trajetória de crescimento econômico, apesar dos diversos pedidos de impedimento apresentados contra ela na Câmara.

"Acredito que o objetivo da oposição pode ser inviabilizar a ação do governo, mas a ação do governo não vai ser inviabilizada pela oposição, faça ela quantos pedidos de impeachment fizer", disse Dilma a jornalistas, ao ser questionada sobre novo pedido de impedimento que será protocolado pela oposição na Câmara dos Deputados esta semana.

Dilma, que está na Finlândia após visita à Suécia, enfrenta uma grave crise em sua coalizão governista, em meio a um cenário econômico de recessão, além de ser alvo de vários pedido de impeachment no Congresso Nacional.

A presidente reconheceu na entrevista a importância de se conseguir um quadro de estabilidade política para se atingir a recuperação da economia, e reiterou o compromisso do governo com o ajuste fiscal e o controle da inflação.

"É importante dizer que é necessário, sem dúvida, estabilidade política para que a gente tenha um percurso mais tranquilo em relação à recuperação econômica, e o governo tomou todas as medidas nesse sentido", disse.

"Nós estamos reconstituindo a base política de sustentação do governo. É absolutamente garantido que nós vamos superar essa crise", acrescentou Dilma, que realizou reforma ministerial no início deste mês para reacomodar os partidos da coalizão governista.

RESPOSTA A CUNHA

Dilma também foi questionada sobre resposta do presidente da Câmara dos Deputados a uma declaração dela. Inicialmente a presidente disse que não comentaria a declaração de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas acabou refutando o deputado.

"Meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Não é o meu governo que está sendo acusado atualmente", disse Dilma. Ao ser indagada se a Petrobras não faz parte do governo, a presidente disse que foram pessoas, e não a empresa, que tiveram envolvimento no escândalo de corrupção investigado pela operação Lava Jato.

"As pessoas que estavam envolvidas estão presas, e não é a empresa Petrobras que está envolvida no escândalo, são pessoas que praticaram corrupção e estão presas", disse.

Falando a jornalistas na Suécia no domingo, Dilma disse lamentar "que seja um brasileiro" o alvo de denúncias sobre contas não declaradas na Suíça, referindo-se a Cunha. Já na segunda-feira, o presidente da Câmara disse que lamentava que fosse "com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção no mundo”, em referência às investigações da Lava Jato.




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