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‘Dilma faz impostaço’, acusa o PSDB em artigo crítico

Em artigo, PSDB diz que Dilma Rousseff realiza um ‘impostaço’ e que há um mês a presidente não dá entrevistas à imprensa, deixando para Joaquim Levy, ministro da Fazenda, a função de porta-voz das más notícias 22/01/2015 às 10:26
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Em vídeo, Aécio Neves diz ainda que Dilma Rousseff foi irresponsável ao não admitir, durante a campanha, a gravidade da crise do setor elétrico
REDAÇÃO E AGÊNCIAS ---

O PSDB divulgou nesta quarta-feira, 21, um artigo em que critica as recentes decisões tomadas pelo governo Dilma Rousseff para melhorar a situação da economia brasileira. O texto afirma que a presidente realiza um “impostaço” e não poupa sequer o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de cutucadas.

“Não passa um dia sem que mais uma maldade salte do saco nefasto que Dilma Rousseff traz nas costas desde que foi reeleita. Ontem (segunda, 19), foi a vez do veto ao reajuste da tabela do imposto de renda, aumentando ainda mais a carga de tributos cobrada dos contribuintes. A presidente promove um 'impostaço' como há muito não se via”, diz o artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV), órgão de estudos e análises do partido.

Intitulado “O 'impostaço' diabólico de Dilma e Levy”, a análise sustenta que, para endireitar a economia que ela mesma “desvirtuou”, a presidente opta agora pela trilha do ajuste recessivo, penalizando os cidadãos, prejudicando os trabalhadores e esfriando ainda mais a já “anêmica” atividade produtiva no País.

“Nada de uma reformulação estrutural no sistema tributário que aliviasse a carga de quem ganha menos e incentivasse a produção. Nada, também, de medidas de racionalização dos gastos, de diminuição da máquina pública, de uma reforma agrária no imenso latifúndio improdutivo que é seu paquidérmico ministério de 39 pastas”, argumenta.

O texto diz que a presidente se recolhe enquanto as maldades “saltam aos borbotões”. Cita o fato de que, há um mês, Dilma não dá entrevistas à imprensa, deixando para Joaquim Levy a função de porta-voz das más notícias. E questiona se é Dilma ou o ministro da Fazenda quem manda no País no momento. Em seguida, contudo, finaliza com uma resposta crítica a Dilma e a Levy. “Ambos, porém, mostram-se dispostos a fazer o diabo da vida dos brasileiro”.

Aécio: ‘irresponsável’

O candidato da oposição na última eleição, Aécio Neves, acusou Dilma Rousseff de ser irresponsável ao não admitir antes a gravidade da situação do País, em vídeo postado no Facebook nesta quarta-feira (21). “Faltou à então candidata Dilma Rousseff a responsabilidade para admitir a gravidade da crise econômica, a gravidade da crise do setor elétrico para tomar as medidas necessárias para minimizar seus efeitos”, disse Aécio, que acusou a petista de mentir aos brasileiros durante a campanha.

Na opinião de Aécio, a presidente Dilma, ao adotar medidas amargas para tentar reverter a crise, não deixa claro aos brasileiros que a situação é culpa de seu governo. “Falta coragem à presidente da República para, olhando nos olhos dos brasileiros, dizer que as medidas que estão sendo tomadas são consequências dos inúmeros equívocos de seu governo”, criticou o tucano. O senador ressaltou ainda que o aumento de impostos renderá cerca de R$$ 20 bilhões anuais aos cofres públicos.

Governo publica decreto

O governo federal publicou, ontem, o decreto que eleva a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre operações de crédito de pessoas físicas. A alíquota passou de 1,5% ao ano para 3% ao ano. Segundo o decreto, publicado no Diário Oficial da União, a alteração entra em vigor hoje.

A elevação do imposto foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na segunda-feira e deve gerar uma arrecadação extra de R$ 7,38 bilhões este ano. O governo manteve o adicional de 0,38% que incide na abertura das operações de crédito. Além de encarecer o crédito ao consumidor, o ministro anunciou outras três medidas de ajuste fiscal. As alterações incluem a alta da alíquota do PIS-Cofins e o retorno da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que estava zerada desde 2012, sobre os combustíveis.

A partir de 1º de fevereiro, haverá aumento, na refinaria, de R$ 0,22 para o litro da gasolina e de R$ 0,15 para o do diesel, somando PIS-Cofins e Cide. Segundo simulações feitas pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), a elevação do IOF terá um peso extra de 1,05% a 1,48% no valor da dívida dos consumidores, dependendo do tipo de empréstimo.

Setor de cosméticos apela a Dilma

Apesar de o aumento da carga tributária para a indústria de cosméticos ter sido anunciado pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda), lideranças do setor ainda tentam reverter a medida. O aumento da carga tributária ainda não foi oficializado com publicação no DOU. Ontem, a Abihpec, entidade que reúne indústrias de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, convocou os presidentes das principais empresas do setor a solicitar audiências em Brasília com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Joaquim Levy. “Continuamos na expectativa de que o governo nos receba para debater o tema a fim de apresentarmos as implicações negativas sobre o setor e à sociedade, caso as medidas sejam mantidas”, disse em nota o presidente da Abihpec, João Carlos Basilio.

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