Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
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Dilma Rousseff e Aécio Neves recebem ligação de Marina, mas apoio ainda não está confirmado

Candidatos à Presidência da República chegam ao segundo turno das eleições 2014 numa nova polarização entre PT e PSDB. O ex-governador mineiro acredita que o seu programa se encaixa mais com os ideais de Marina e aguarda por uma decisão da ex-candidata do PSB



1.jpg Dilma informou não estar surpresa com o resultado das eleições, que apontaram diferença entre ela e Aécio Neves menor do que previam as pesquisas de intenções de voto
07/10/2014 às 09:25

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, voltou a agradecer, em São Paulo, os votos que o levaram a ficar com a segunda vaga para a disputa do segundo turno, no dia 26 de outubro. Aécio disse que sua candidatura agora representa a “encarnação da mudança” para o País. 

“É a candidatura que carrega a possibilidade concreta de o Brasil se reencontrar, com desenvolvimento, recuperação dos empregos, melhoria na saúde e na segurança. O que vimos no primeiro turno foi a vitória clara desse sentimento de mudança que se espalhou por todo o país”, afirmou o candidato. “Temos as melhores condições para fazer o Brasil encontrar um destino melhor.” Em entrevista, Aécio destacou que espera um segundo turno propositivo e respeitoso e que teme “os monstros do presente”, que são a “inflação alta, recessão e corrupção”.

O senador mineiro revelou, ainda, ter recebido, na manhã desta segunda-feira (6), uma ligação da ex-ministra Marina Silva, cumprimentando-o por ter chegado ao segundo turno. Candidata do PSB à Presidência, Marina ficou na terceira posição. Aécio ressaltou que eles não conversaram ainda sobre um possível apoio de Marina à sua campanha no segundo turno. Em entrevista coletiva, ele disse, porém, que seu programa para o Brasil guarda muitas semelhanças com o de Marina e que está pronto para conversar sobre um projeto para o país.

“Vejo neles (pontos dos programas de Marina) absoluta convergência com aquilo que pensamos e que queremos para o Brasil. Há muito mais pontos convergentes do que divergentes. Vou aguardar, com serenidade, a manifestação dos partidos que não puderam estar conosco no primeiro turno e de quem disputou a eleição. E estou aberto, obviamente, para conversar em torno de um projeto para o Brasil. As propostas estão aí e sempre poderão ser aprimoradas.”

Marina também liga para Dilma

Candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) disse que também recebeu telefonema de Marina Silva (PSB), cumprimentando-a pelo resultado que a levou ao segundo turno com o candidato Aécio Neves. Segundo a presidenta, ainda é cedo para prever quem a ex-adversária vai apoiar no páreo final. Citanto a criação, em seu governo, do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), indicou que a estratégia do PT de ressaltar os avanços sociais de seu governo será mantida.

“Recebi um telefonema extremamente gentil e civilizado da candidata Marina. Ela me cumprimentou pela eleição. Agradeci o cumprimento e disse que tinha certeza de que nós lutávamos por melhorar o Brasil, em que pese nossas diferenças”, relatou Dilma. Acrescentou que “hoje seria uma temeridade” qualquer sinalização dos apoios para o futuro. Para a candidata, essa decisão não depende apenas de uma pessoa, mas sim de várias instâncias. Afirmou ter certeza de que parte dos votos de Marina Silva será dividida entre ela e Aécio.

Em entrevista a jornalistas, Dilma Rousseff repetiu a meta de ofertar mais 12 milhões de vagas em cursos técnicos e de nível médio do Pronatec. Elas se somarão às mais de 8 milhões de matrículas confirmadas desde 2011. Hoje, o twitter de sua campanha divulgou um quadro com 13 “ideias novas” para um eventual segundo mandato, incluindo promessas do primeiro turno, como a integração das forças de segurança pública e a reforma do ensino médio.

Em referência às gestões de Fernando Henrique Cardoso, Dilma voltou a afirmar que a antiga lei proibia o governo federal de construir escolas técnicas. Conforme a candidata, o investimento em escolas técnicas é a base para “assegurar produtividade”.

Informou não estar surpresa com o resultado das eleições, que apontaram diferença entre ela e Aécio Neves menor do que previam as pesquisas de intenções de voto. “Não acreditamos nessa infalibilidade das pesquisas”, declarou. Citou a eleição, em primeiro turno, do governador da Bahia, Rui Costa (PT), como outra disparidade das pesquisas.

Respondendo a perguntas sobre mais uma polarização entre PT e PSDB, que poderia gerar, por parte do seu partido, a tentativa de divisão entre ricos e pobres, avaliou que a “culpa sempre cai na conta dos pobres”. “Acho que a gente tem de reconhecer que mais da metade do Brasil que recebemos deles era composta de pobres e miseráveis. Hoje, está diferente. De cada quatro brasileiros, três estão na classe média, majoritariamente, ou nas classes A e B”, assegurou, afirmando que essa “substantiva” mudança gerou mais benefícios nos estados do Nordeste.

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