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Dilma Rousseff quer cooperação de governadores para tirar Brasil da crise econômica

Durante o encontro com a presidente, José Melo falou do acordo com o governo federal e a violência no AM 31/07/2015 às 10:37
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A presidente Dilma propôs a 23 governadores brasileiros uma cooperação federativa e conseguiu o apoio
Antônio Paulo Brasília

A presidente Dilma Rousseff propôs na última quinta-feira (30) a 23 governadores brasileiros uma cooperação federativa para sair da crise política e econômica que o País passa. Para conseguir esse objetivo, ela prometeu agir conjuntamente nos problemas que afligem todos os Estados como a segurança pública, especialmente na redução dos homicídios, mortes no trânsito e melhoria do sistema penitenciário, infraestrutura, saúde, educação e a retomada do crescimento.

Em contrapartida, o governador do Amazonas, José Melo, e os demais chefes do Poder Executivo estaduais receberam a promessa do Governo de acelerar as autorizações dos empréstimos de entidades financeiras internacionais e das parcelas dos financiamentos de projetos dos bancos oficiais como o BNDES e Banco do Brasil. “Os projetos do Amazonas que já foram aprovados e aguardam a liberação de recursos somam R$ 1,2 bilhão, mas nós temos capacidade de endividamento que chega a R$ 4,2 bilhões. Esse gesto da presidente vai ajudar muito nesse momento de crise econômica a gerar renda, emprego e desenvolvimento do Brasil”, declarou  José Melo na saída da reunião.

Indagado se fez uma solicitação específica à presidente sobre a situação de segurança pública no Amazonas, especialmente depois dos 36 homicídios ocorridos em um único fim de semana em Manaus e do “apart hotel” encontrado em inspeção na Penitenciária Anísio Jobim, o  Melo disse que a questão da violência e da falta de segurança não é um problema somente do Amazonas. Citou o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, que revelou na reunião ocorrerem quatro mil homicídios no Estado além do aumento das mortes nas estradas paulistas. Com relação à cela luxuosa da Anísio Jobim, Melo respondeu: “Diga-se de passagem que o apart hotel foi com autorização da Justiça e não do Estado”.

Para Melo, as ações e as promessas de recursos do Governo Federal para conter a violência são como  “enxugar gelo”. Para ele, se não houver uma intervenção forte e intensa da Polícia Federal e das Forças Armadas nas fronteiras da Amazônia, do Mato Grosso e no Sul do País,  para conter o tráfico de drogas e armas, de nada adiantará, pois, 60% das ocorrências violentas  estão relacionadas a esses tipos de crimes.

Pauta do dia

A presidente Dilma também tratou com os governadores sobre a reforma tributária especialmente com relação à unificação do Imposto sobre Produtos Industrializados (ICMS). O governador José Melo destacou que é consenso no Governo e entre os governadores sobre o diferencial da alíquota do Amazonas por conta da Zona Franca de Manaus. Sem citar os projetos específicos, Dilma disse haver algumas propostas legislativas de grave impacto já votadas pelo Congresso e justificou os vetos. A presidente obteve o apoio dos governadores, inclusive da oposição, sobre a “pauta-bomba” do Congresso.

Melo vai conversar com bancada

Para cumprir o acordo selado ontem com Dilma, no pacto da governabilidade, o governador José Melo vai procurar cada um dos 11 membros da bancada do Amazonas para pedir um voto de confiança na busca de ajudar o País a passar pela crise.

“Na nossa bancada, temos alguns parlamentares que são aliados do nosso Governo, outros nem tanto. Mas, vou conversar com cada um deles e demonstrar que o momento porque o Brasil passa precisa de união de todos, ter a consciência de que não é hora de disputas políticas, de cores e matizes partidárias, mas buscar saídas, alternativas econômicas para sairmos da crise”, declarou.

A maioria da bancada amazonense no Congresso Nacional tem feito dura oposição ao Governo Dilma, com discursos e votando contra as matérias de interesse do Planalto, mesmo sendo de partidos da base aliada.

Na avaliação de José Melo, a proposta da cooperação federativa e do pacto da governabilidade proposto ontem pela presidente da República, demonstra a intenção do Governo de passar pelo que Dilma chamou de travessia. “Sair da crise impõe sacrifícios de todos os entes federados tanto da União, dos governadores e dos prefeitos brasileiros”.

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