Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
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‘Dilma se comprometeu e não fez’, diz senador do AM, Omar Aziz

Alçado a líder do Partido Social Democrata no Senado, Omar comandará uma bancada de quatro senadores. Em entrevista, o senador falou sobre sua relação política com o Governo da presidente Dilma e do governador José Melo



1.jpg Omar tomou posse na tarde deste domingo (1) em Brasília
02/02/2015 às 10:20

Ao tomar posse neste domingo (1) como senador do Estado do Amazonas, Omar Aziz (PSD-AM), chega com a experiência política de quem já foi vereador de Manaus, deputado estadual, vice-governador e governador do Estado (2011-2014). Alçado a líder do Partido Social Democrata no Senado, Omar comandará uma bancada de quatro senadores, mas já trabalha para formar um bloco político entre oito e dez parlamentares. Nessa entrevista ao jornal A CRÍTICA, o novo senador fala dos projetos e bandeiras do mandato e da relação política com o Governo da presidente Dilma e do governador José Melo.

Quais os temas e ações que o senhor vai focar e priorizar nesse mandato de senador?



Chego preocupado com os problemas do Estado, mas a experiência que tive como governador vai me ajudar a buscar soluções institucionais e políticas para resolvê-los. Temos problemas de infraestrutura, energia, água e saneamento; precisamos fazer investimentos no setor primário para alavancar mais oportunidades; a exploração mineral; a questão da segurança pública cujas causas não estão nas nossas cidades, mas nas fronteiras onde entram as drogas, armamento pesado sob os olhares pacíficos da segurança nacional brasileira.

O PSD é um partido aliado e da base do Governo Federal, mas o senhor tem dito que a sua postura será de independência. Como se dará essa relação?

Nos quatro primeiros anos de Governo, a presidente Dilma se comprometeu com algumas coisas que não fez no Amazonas. Na mobilidade urbana, não houve esforço do Ministério das Cidades para que isso acontecesse; a prorrogação da Zona Franca ocorreu quando eu já tinha saído do Governo e em época eleitoral. Era para ter saído há quatro anos; temos a BR-319 que precisa ser concluída; não temos um porto decente no Amazonas para escoar a produção do Polo Industrial. No interior, o Governo prometeu fazer aeroportos e não fez nenhum; o linhão de Tucuruí está lá, mas não chegou efetivamente para atender a população; temos a maior mina de silvinita do mundo para produzir fertilizante e a Petrobras não tem interesse em explorar.

Então, o seu apoio (e do PSD) em votações dos projetos do Governo passa pelo atendimento dessas demandas do Estado do Amazonas? Sem resolvê-los, o senhor votará contra?

Não é uma questão de cobrança pelo apoio; não é um toma lá, dá cá. Essa minha posição é em relação ao Governo como um todo. O PSD apoia o Governo, mas eu tenho muitas restrições à postura do Governo. Vamos ter que discutir sim as questões do Amazonas e do Brasil.

Para conseguir algum resultado concreto, é preciso ter força política. Como conseguirá esses apoios? O senhor está disposto a coordenar a bancada?

Nosso partido tem quatro senadores, eu tenho direito ao assento das lideranças como líder do PSD. Além disso, estamos conversando com oito dez senadores para fazer um bloco de partidos para ganhar e garantir essa força política. Unidos, poderemos reivindicar em qualquer Ministério as coisas do Amazonas e dos demais Estados. Com relação à nossa bancada, vamos discutir essa questão posteriormente, mas se realmente acontecer, pelo menos vamos nos reunir para discutir os nossos problemas, o que não aconteceu nos últimos quatro anos.

Como vai ser a sua participação no Governo de José Melo?

Minha participação será como tem sido até agora: apoio ao governador José Melo, acreditando que ele vai fazer um grande governo; vai passar por dificuldades como todos os outros governadores passaram por dificuldades. Vai ter minha ajuda naquilo que for necessário conseguir; vou lutar muito para conseguir recursos para o Amazonas porque sei das necessidades que o Estado tem, por isso, posso colaborar com o José Melo e torcer para que ele faça um governo melhor que o meu. Que o Governo dele seja bem melhor avaliado que o meu; quanto melhor o governo do Melo, melhor para todos nós que moramos no Estado do Amazonas. A torcida é que a segurança dê certo, a saúde e acredito no equilíbrio e na capacidade administrativa do Melo, a experiência que tem e é por isso que o apoiei para governador. Um candidato que saiu com 1% nas intenções de voto e se tornou governador do Estado do Amazonas.


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