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Dilma veta correção de 6,5% em tabela de IR, o que deve aumentar o imposto para o contribuinte

O reajuste na tabela do IR será de 4,5% ao invés de 6,5%, o que pode significar um aumento real do imposto. 20/01/2015 às 10:50
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Dilma Rousseff tem adotado medidas fiscais impopulares na tentativa de salvar o rombo nas contas públicas
Reuters Brasília (DF)

A presidente Dilma Rousseff vetou a correção de 6,5% sobre a tabela de Imposto de Renda para pessoas físicas no ano-calendário de 2015, mas o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, disse que nova medida provisória com correção menor da tabela do IR será enviada ao Congresso nos próximos dias. 

Segundo ele, o governo fará uma correção de 4,5% na tabela de IR. Esse percentual já havia sido proposto por Dilma por meio de MP no ano passado, mas o Congresso ampliou a correção para 6,5%.

Segundo justificativa do veto publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (20), a proposta de correção da tabela do IR de 6,5% "levaria à renúncia fiscal na ordem de 7 bilhões de reais, sem vir acompanhada da devida estimativa do impacto orçamentário-financeiro, violando o disposto no art. 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal".

Em 2014, a inflação medida pelo IPCA foi de 6,41%. Um reajuste na tabela do IR abaixo desse patamar significa, na prática, um aumento real do imposto.


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