Sábado, 20 de Julho de 2019
DINHEIRO

Dinheiro extra na conta: confira dicas e evite erros comuns na hora de usar o 13º salário

Considerado como o “salvador” de muita gente no final do ano, o “décimo” pode ser utilizado para investir, pagar dívidas ou criar fundos



D1.jpg Foto: Reprodução
25/12/2017 às 19:40

Muita gente espera pelo fim do ano como quem aguarda um presente. Isso por que é nessa época que, geralmente, acontece uma gratificação salarial muito importante para grande parte das pessoas: o pagamento do 13º salário. Apesar do pagamento antecipado do “décimo” estar previsto em lei, é comum que as empresas adotem a quitação da primeira parcela entre os meses de fevereiro e novembro, e a segunda até o dia 20 de dezembro.

Considerado como “salvador” por algumas pessoas, ainda há muitas dúvidas sobre a melhor maneira de se utilizar o 13º. Investir, pagar dívidas ou criar fundos de emergência são, entre outras, algumas das opções. Os erros mais comuns ao usar o 13º é gastar sem pensar, não pagar dívidas, comprar parcelado e não investir a renda extra.

Na avaliação do fundador do primeiro buscador de investimentos do Brasil (Yubb), Bernado Pascowich, não existe uma “receita de bolo” a seguir, basta olhar para as finanças e estabelecer prioridades. “Na maioria das vezes, os juros de uma conta é maior que o rendimento do dinheiro em uma aplicação, portanto, a dica é quitar suas dívidas. Outros, por exemplo, não possuem reservas de emergência e, se puderem, reservem este dinheirinho extra para se prevenir de qualquer imponderável”, explica Pascowich.

Invista o 13º salário

É importante guardar e investir parte do 13º salário para formar uma reserva financeira para o futuro e também para realizar sonhos. O doutor em educação financeira Reinaldo Domingos recomenda estabelecer objetivos de curto prazo (a serem realizados em até um ano), médio prazo (de um a dez anos) e longo prazo (acima de dez anos) e poupe para cada um deles.

Para os sonhos de curto prazo, é válido investir na poupança e em títulos do Tesouro Direto. Já para os de médio prazo, considere os Fundos de Investimentos além dos títulos do Tesouro Direto, Certificado de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de crédito do agronegócio (LCAs). Para o sonho de longo prazo, considere a previdência privada.

Tendo em vista a redução da taxa básica de juros (Selic) para 7,5% ao ano, o coordenador do MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, sugere investimentos em renda variável. Segundo ele, investidores mais propensos ao risco devem aplicar no mercado de ações. “O ambiente político e econômico está mais estável e a atividade vai começar a acelerar. A tendência é que a taxa Selic caia um pouco mais e a economia cresça, com um salto efetivo em 2019”, disse Teixeira.

Situação no vermelho

Para algumas pessoas o 13º salário a mais pode fazer a diferença entre encerrar o ano no vermelho ou com as contas em dia. Se você está nesse grupo, pagar as dívidas ou antecipar parcelas de financiamentos é o melhor uso para o 13º. Antes de quitar o saldo devedor, tente renegociar a dívida e peça descontos nos pagamentos à vista.

Despesas de janeiro

O dinheiro também pode ser utilizado para pagar as taxas e necessidades que sempre pesam no bolso no começo de cada ano, por exemplo, IPVA, IPTU, anuidades, taxas de matrícula e lista material escolar.

Fuja da poupança

Há alternativas mais rentáveis que a velha caderneta de poupança. Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, é a chance de começar a poupar e fazer a tão “difícil” reserva financeira. “Tente separar 50% do dinheiro do 13º salário. É possível até fazer o 13º render. É um dinheiro extra que deve ser utilizado a seu favor. Se aplicado, ganhará juros. Mas é importante, antes de guardar, definir a razão, o objetivo de estar poupando”, diz.

Dê se ao luxo

Estando com as contas em dia, nada mais justo que uma bela recompensa no final do ano seja um objeto material, ida a um bom restaurante ou até mesmo viajar com a família. O ideal é pesquisar opções com os melhores preços, evitar cair nas ‘falsas promoções’ e, sobretudo, o 13º não deve servir de motivação para entrar em novas dívidas.

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