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‘Dinheiro não vai evaporar’, diz prefeito interino de Coari (AM)

Vereador Iranilson Medeiros criticou as declarações dos deputados Abdala Fraxe e Luiz Castro, de que R$ 4 milhões de royalties da exploração do petróleo que teria sido depositado na conta da prefeitura seria surrupiado 27/03/2015 às 11:03
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Segundo prefeito interino de Coari, Iranilson Medeiros, R$ 3,2 milhões em cofre dará para pagar a folha de pagamento
Aristide Furtado Coari (AM)

O prefeito interino de Coari, Iranilson Medeiros, rebateu, ontem, as declarações dadas pelo deputado estadual Abdala Fraxe (PTN) de que os R$ 4 milhões de royalties da exploração do petróleo que teria sido depositado na conta da prefeitura esta semana seria surrupiado.

“O deputado falou um monte de mentira. Ele mentiu quando disse que entrou R$ 4 milhões de royalties e que o dinheiro vai evaporar. Quero dizer para o deputado Abdala que eu não sou da marca dos outros que hoje estão no grupo de Magalhães. Só entrou R$ 3,2 milhões que é para pagar a folha de pagamento. O dinheiro não vai evaporar”, disse o prefeito em exercício.

Durante coletiva de imprensa, na quarta-feira, na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), o deputado Abdala Fraxes, acompanhado do deputado Luiz Castro e do segundo colocado na eleição de 2012 em Coari, Raimundo Magalhães, afirmou que a suspensão da diplomação do empresário no cargo de prefeito era uma manobra para o grupo político ligado ao prefeito cassado Adail Pinheiro surrupiar a cota do royalties repassada ao município.

Iranilson Medeiros assumiu a presidência da Câmara, e por consequência o comando do município, na semana passada, após nova eleição determinada pela Justiça. Na eleição anterior, a direção da Casa Legislativa ficou com Iliseu Monteiro, irmão do então prefeito de Coari, Igson Monteiro. Igson era vice de Adail e chegou ao posto de prefeito com a prisão do titular no dia 8 de fevereiro de 2013. Em fevereiro ele renunciou. Desde lá a prefeitura vem sendo comandada pelo presidente da Câmara. Além de Iliseu e, agora Iranilson, já passou pela cadeira Carlos Alves, o decano da Casa.

Na tarde de ontem, em visita A CRÍTICA, Iranilson disse que o prefeito que o sucedeu (Iliseu) teria deixado uma dívida milionária. “Deixaram o municipio devendo mais de R$ 36 milhões. Estou com os extratos de conta corrente da prefeitura. Quem estava no comando da prefeitura só tinha o interesse de saquear o município. Isso é evaporar o dinheiro da cidade”, disse o prefeito interino. Por meio de seu advogado, Iranilson afirmou que entrará com uma queixa crime na Justiça contra os deputados Abdala Fraxe e Luiz Castro por calúnia e difamação.

A reportagem ligou para o ex-prefeito interino Iliseu Monteiro por meio do celular 991xx-xx03, mas as ligações caíram na caixa de mensagens.

Iranilson faz auditoria em contas

O prefeito em exercício de Coari, Iranilson Medeiros, disse, ontem, que está fazendo uma auditoria nas contas do município e um enxugamento dos salários. Nos primeiros dias à frente do município, o parlamentar demitiu mais de mil servidores que, segundo ele, recebiam sem trabalhar.

“Eu baixei um decreto exonerando muitos funcionários fantasmas. Sabe quanto deu isso de economia para o nosso municipio? Quase R$ 2 milhões. Uma folha de 9 milhões baixou para R$ 6,3 milhões. Foi uma base de mil e poucos funcionários. Era um cabide de emprego da administração passada”, disse o vereador.

Ele afirmou também que, nos próximos dias baixará o valor dos salários dos médicos que atuam no município. “Queremos comprometer o dinheiro do municipio com as coisas certas. Tem médico que ganha R$ 60 mil, outro R$ 57 mil, e outro R$ 47 mil. Vamos fazer um teto máximo. Os médicos vão receber um salario bom de R$ 25 mil”, afirmou.

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