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Cotidiano
EM DEPOIMENTO

Diretor da JBS diz que grupo pagou propina a 1.829 candidatos nas eleições de 2014

Ricardo Saud chama esse capítulo de sua delação premiada, feita no âmbito da Operação Lava Jato, de “reservatório da boa vontade" 19/05/2017 às 20:18 - Atualizado em 19/05/2017 às 20:20
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(Foto: Reprodução)
acritica.com

Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), o diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, diz que o grupo pagou propina a 1.829 candidatos nas eleições de 2014, em uma conta que chegou a quase R$ 600 milhões em "doações dissimuladas".

O ex-executivo chama esse capítulo de sua delação premiada, feita no âmbito da Operação Lava Jato, de “reservatório da boa vontade”. As propinas, diz ele, foram pagas de forma a poder contar com os políticos no futuro e, ao mesmo tempo, impedir que os mesmos a atrapalhasse os planos da empresa.

Os quase R$ 600 milhões foram destinados a políticos de 28 partidos diferentes e resultou na eleição de 179 deputados estaduais em 23 estados, 167 deputados federais de 19 partidos, 28 senadores e 16 governadores. Ele entregou à PGR listas com os nomes de todos.

“Fiz esse levantamento por conta própria. Aqui estão todas as pessoas que receberam propina da gente direta ou indiretamente. Se ele (político na lista) recebeu esse dinheiro, sabe que isso de um jeito ou de outro veio de propina”, declarou o delator ao falar das “delações dissimuladas”.

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