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Diretório do PPS pedirá à Justiça Eleitoral a cassação de infiéis

Partido expulsou dois vereadores - Professor Samuel e Jacqueline - que descumpriram orientação interna e votaram no candidato apontado por Artur Neto 26/02/2015 às 12:08
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Professora Jacqueline, assim como o colega, deixou de seguir orientação do PPS. Professor Samuel disse que já foi procurado por outros partidos para se filiar
Janaína Andrade Manaus (AM)

Os acordos firmados para a eleição do novo presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), provocaram a expulsão de dois vereadores do PPS – Professor Samuel e Jacqueline. O diretório do PPS pedirá à Justiça Eleitoral a cassação dos mandatos dos dois parlamentares e a posse dos suplentes, de acordo com o vice-presidente da sigla, Edinaldo Sousa.

Na noite de terça-feira, durante reunião realizada na sede do PPS, os vereadores Professor Samuel e Jacqueline foram expulsos, por unanimidade, por uma ala de integrantes da Executiva Estadual, ao julgarem o relatório final do processo que tramitava no Conselho de Ética do partido.

A cúpula do PPS havia decidido que o partido não votaria no candidato (Wilker Barreto) apoiado pelo prefeito Artur Neto (PSDB) para presidir a CMM pelos próximos dois anos, porém, durante a eleição, ocorrida no dia 17 de janeiro, Samuel e Jacqueline foram na contramão da decisão da sigla, e votaram na chapa encabeçada por Wilker.

Na representação, os vereadores foram acusados de não participar do fórum interno partidário em suas discussões e atividades; não fazer campanha eleitoral para os candidatos da legenda e/ou coligados ao PPS na eleição de 2014; não seguir a orientação em apoiar as manifestações populares de críticas às falhas do prefeito em sua administração; não seguir orientação de voto para bancada, formalmente protocolado em seus gabinetes na votação que elegeu o presidente da CMM indicado pelo prefeito Artur Neto.

Questionado sobre a decisão do partido, Professor Samuel se mostrou saudosista e disse ter “boas recordações” da legenda. “É que é onde eu tive o privilégio de ser vereador. E eu sou vereador do PPS apesar deles estarem nessa busca pela minha expulsão. Agora eu estou preparado e sei ser grato a tudo aquilo que as pessoas me fazem de bom, e estou aguardando, pois me considero ainda da sigla”, sustentou Samuel, que está no primeiro mandato.

O parlamentar declarou que somente após a decisão da sigla for oficializada é que estudará que tipo de recurso poderá usar para permanecer ou não na legenda. “O que eu puder fazer para permanecer, eu farei, e se isso não for possível eu vou tomar uma decisão, pois estou fazendo meu trabalho e tenho certeza que se eu não ficar no PPS, existe um número muito grande de partidos que me querem e que sabem que venho desenvolvendo um trabalho em prol da cidade”, argumentou.

‘Não tivemos nem como nos defender’

A vereadora Professora Jacqueline (PPS) lamentou a atitude de um grupo de seu partido que decidiu pela expulsão dela e do colega de legenda, vereador Professor Samuel. A parlamentar disse que não praticou nenhuma atitude contra o partido que desabonasse a conduta dela. “Até agora não fui notificada dessa decisão e fiquei sabendo disso pela imprensa. Na verdade, não tivemos nem como nos defender”, disse.

Sobre a possibilidade de buscar outro partido, a vereadora declarou: “Ainda não estou pensando nisso, porque gosto do PPS e sempre me identifiquei com sua ideologia. Se for confirmada essa decisão, vou acionar minha assessoria jurídica para recorrermos dessa decisão unilateral”, disse Jacqueline.

O advogado Yuri Dantas, que defende o prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), na esfera eleitoral, e é o defensor dos vereadores do PPS, Professor Samuel e Professora Jacqueline, no processo de expulsão, declarou que caso seja necéssário irá recorrer a medidas judiciais.

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