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Cotidiano
Nicolau once again

Discurso de Ricardo Nicolau contraria documentos

Ex-presidente da ALE-AM admitiu, na tribuna, que a reunião da Mesa para decidir sobre o aditivo do edifício-garagem não ocorreu 06/09/2013 às 09:27
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Deputado Ricardo Nicolau afirmou que é 'praxe', na Casa, o presidente tomar a decisão em nome da Mesa Diretora
jornal A Crítica ---

O ex-presidente da ALE-AM, deputado Ricardo Nicolau, assumiu publicamente, em discurso na Assembleia, há duas semanas, que não consultou a Mesa Diretora para aprovar o aditivo à obra do edifício-garagem. “A decisão foi feita pelo presidente. Não houve reunião”, disse. Segundo ele, despachos com a expressão “reunião da Mesa Diretora”, assinados apenas pelo presidente do Poder, sem que tenha havido, de fato, uma reunião, é um “formalismo” dentro da ALE-AM que perdura há décadas. 

“Essa é uma praxe dessa Casa em todos os processos”, sustentou Nicolau. “Esse formalismo existe há décadas. Não houve reunião. Nós estávamos em recesso e a presidência decidiu em cima de pareceres técnicos, em cima da engenharia, da auditoria, da procuradoria, que estava o processo totalmente legal”, afirmou ele. “Isso é um padrão da Casa de rito processual. Nunca falei que a responsabilidade era de A, B ou C. Eu falei que a responsabilidade era minha. As ações da Assembleia Legislativa foram autorizadas por mim”, disse Nicolau.

De acordo com ele, “esse rito processual é igual em todas as administrações”. “Se está certo, errado. Não sei. Não jogo responsabilidade para quem quer que seja. A decisão foi da presidência”, afirmou. O parlamentar também disse que partiu dele a decisão para a realização do pacote de obras na Casa, no valor de R$ 30 milhões. O deputado  atribuiu as denúncias que pesam contra ele a uma “perseguição política”. “Há uma tentativa de denegrir a minha imagem e pegar fatos para tentar falar que o deputado Ricardo tenha feito isso, colocar um parlamentar contra o outro. O que nós já conhecemos como é feito”, disse. “Eu sei do que se passa no submundo da política. Eu sei quais são os interesses”, afirmou.

Para o vice-presidente da Assembleia na gestão Nicolau, deputado Marcos Rotta (PMDB), a Comissão de Ética precisa investigar o caso. “Não vou permitir que um enlameado tente sujar, não apenas o meu nome, mas o nome de outros parlamentares que já afirmaram que essa reunião jamais existiu”, disse. Ele pediu providências da atual presidência da Casa.

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