Terça-feira, 15 de Outubro de 2019
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Discussão entre promotor de Justiça e PMs em bar termina em agressão e prisão no AM

Dois PMs identificados como Paulo Roberto e o soldado PM Ray José Alfaia foram detidos pelo juiz da Comarca do Município de Novo Aripuanã, após se envolverem em briga de bar com o promotor de Justiça do município Marcelo Almeida



1.jpg O promotor-geral de Justiça, Fábio Monteiro, disse que foi comunicado sobre a briga e prometeu investigar o ocorrido
04/11/2014 às 08:45

Um cabo da Polícia Militar (PM) identificado como Paulo Roberto e o soldado PM Ray José Alfaia tiveram as prisões preventivas decretadas pelo juiz da Comarca do Município de Novo Aripuanã (a 229 quilômetros de Manaus), Carlos Henrique Martins da Silva, por terem se envolvido em uma briga de bar com o promotor de Justiça do município Marcelo Almeida. Segundo informações da polícia, todos estavam embriagados e os policias quebraram o nariz de Marcelo durante a troca de agressões.

Nesta segunda-feira (3) à tarde, A CRÍTICA entrou em contato com o promotor, que informou que o procurador-geral de Justiça, Carlos Fábio Monteiro, falaria sobre o caso. O procurador-geral disse que foi informado pelo promotor logo após a confusão e que, hoje, o promotor Lauro Tavares e assistentes da Polícia Militar irão para Novo Aripuanã para apurar o caso. “Um membro do Ministério Público foi agredido e isso é inadmissível. Vamos apurar”, disse o procurador.



Os policiais militares foram presos e levados para a delegacia da cidade e, ontem de manhã, chegaram de barco a Manaus, onde uma viatura da Polícia Militar já aguardava por eles. Paulo Roberto e Ray foram direto do porto para a Companhia de Guarda da Polícia Militar, onde se encontram presos.

Os presos estão sendo assistidos pelos advogados da Associação de Praças do Estado do Amazonas (Apeam), que prometeram representar na Justiça pelo relaxamento da prisão dos militares, pois, segundo eles, o que aconteceu entre os policiais e o promotor não justifica a prisão preventiva.

Confusão

A CRÍTICA apurou que a briga ocorreu por volta de meia-noite de sábado, na escadaria do porto da cidade, onde os soldados, de folga e à paisana, estavam bebendo quando chegou o promotor, também embriagado, e teria começado a dizer que não gostava da polícia. As palavras de provocação do promotor, segundo o presidente da Apeam, Gerson Feitosa, deram início a uma discussão, que terminou em briga. Os policiais foram levados para a delegacia, onde foram ouvidos e liberados. No dia seguinte, foram decretadas as prisões deles, mas não do promotor.


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