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Cotidiano
ZONA RURAL

Disputa por terrenos pode terminar em tragédia no ramal Água Branca 2, na AM-010

Empresários afirmam que uma "invasora" faz ameaças de morte diárias e até mandou atear fogo em um dos tratores da empresa deles 06/06/2017 às 08:27 - Atualizado em 06/06/2017 às 11:37
Show invasores
Mesmo com documentos da terra, empresários temem ameaças de morte. (Foto: Winnetou Almeida)
Álik Menezes Manaus

A disputa entre empresários, donos de mais de 800 hectares de terras na rodovia AM-010, e uma mulher, acusada por eles de invadir, demarcar e vender os lotes, se arrasta há mais de dois anos e pode terminar em tragédia. Segundo empresários, a “invasora” faz ameaças diárias de morte e até mandou atear fogo em um dos tratores da empresa deles. 

O empresário Kalille Oliveira disse ser o dono de uma das quatro propriedades invadidas por uma mulher identificada como  Rosilene de Sousa Sena. Kalille tem uma empresa de exploração mineral de areia e alega ter prejuízos com a ação indiscriminada da invasora. “Ela chegou aqui e começou a invadir nossas terras. Faz lotes, demarca tudo e vende como se fosse dela, mas não é, essa mulher não tem nada aqui”, disse o empresário. 

Além de invadir, Kalille afirmou que Rosilene ameaça os funcionários dele e os outros donos de propriedades vizinhas, dificulta a entrada de pessoas e carros no ramal e até faz denúncias falsas no Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam) para causar prejuízos aos empresários.  “Ela não dá sossego, age como se fosse a dona daqui, ela é uma estelionatária conhecida”, disse. 

O empresário mostrou à reportagem a documentação da propriedade e a licença para exploração do areal, concedida pelo Ipaam. Anteriormente, a licença era do também empresário Carlos Alberto Sales Junior, que preferiu passar o negócio para outro para evitar dores de cabeça com a suposta estelionatária. “Ela não deixa a gente em paz. Além de invadir nossas terras, ela ameaça, diz que conhece gente na polícia e em uma facção criminosa”, disse. 

Segundo Carlos Alberto, no ano de 2015, Rosilene invadiu e loteou trechos de propriedade dele, que entrou na Justiça e conseguiu uma reintegração de posse. Em retaliação, a invasora  mandou atear fogo em uma das máquinas do empresário e fez três funcionários de reféns por mais de 12 horas. “Eu ainda devia R$ 160 mil desse trator, fiquei no prejuízo”, afirmou. 


Novos focos
Após ser expulsa das terras de Carlos, Rosilene passou a lotear a propriedade de Kalille. Segundo os empresários, ela vendeu mais de 200 lotes por valores que vão de R$ 3 a R$ 8 mil. “Ela age como se fosse a dona. É um absurdo e a gente fica impotente, porque ela faz ameaças, aponta armas na nossa cara, mas lá fora (na cidade) se faz de coitadinha, diz que a gente ameaça ela”, disse Carlos. 

A reportagem tentou contato com Rosilene, mas até o fechamento desta edição não conseguiu encontrá-la. 

Presa por estelionato 

Rosilene foi presa em no dia 20 de setembro de 2010, acusada de crime de estelionato. Ela foi autuada pela venda de imóveis do projeto ‘Minha Casa Minha Vida’ e do Conjunto Cidadão. O golpe ultrapassou R$ 30 mil.

Donos das terras tentaram negociar 
 

Os empresários, apesar de temerem pelas próprias vidas, tentam conviver pacificamente com os invasores e até tentaram negociar com alguns deles, mas foram impedidos e ameaçados por Rosilene.  Segundo Carlos, eles dariam alguns lotes para as famílias que realmente precisam. “Nós não queremos confusão, queremos o que é nosso e o direito de trabalhar em paz nas nossas terras. Até tentamos negociar e dar lotes para os mais humildes, mas ela não quis, fez confusão. Ela quer é lucrar em cima do que é nosso, vendendo para eles”, disse. 

Além de dificultar qualquer tipo de negociação, segundo os empresários, Rosilene ainda incentiva os moradores do ramal a ameaçar os empresários e não aceitarem qualquer oferta dos quatro donos das terras do ramal.

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