Sexta-feira, 18 de Outubro de 2019
PELA PONTE

Energia elétrica em Manacapuru e Iranduba deve ser normalizada em outubro

Obra do circuito que levará energia para os dois municípios deve ser concluída na segunda quinzena, informou a Amazonas Energia



amazonas_energia_02586DE7-A6DC-4C7E-8914-B4DD7E53642C.JPG Postes que ficam antes da ponte já estão sendo afixados pelas equipes. Foto: Sandro Pereira/freelancer
27/08/2019 às 08:30

A situação da distribuição de energia elétrica em Manacapuru e Iranduba deve ser normalizada em outubro. A previsão de término das obras de construção de um circuito de 69 quilovolts (kV) na ponte Rio Negro é para o início da segunda quinzena de outubro, informou ontem ao A CRÍTICA a empresa Amazonas Energia.

De acordo com o diretor de Distribuição no Interior da concessionária, Radyr Gomes de Oliveira, neste exato momento cerca de 70 pessoas trabalham na ponte Rio Negro na instalação da linha, que contará com uma extensão de 4.200 metros, com o intuito de garantir a distribuição de energia elétrica aos municípios vizinhos.



Ele garante que  furtos não irão  mais ocorrer, devido à  alta voltagem do cabo de distribuição. “Serão cabos isolados, mas quem tentar tocá-los com o intuito de realizar um furto pode acabar morrendo devido à alta tensão que corre por ele”, completou o diretor, afirmando que parte do material  é importado, o que também influiu no prazo para a entrega da obra. 

Os trabalhos para a instalação do novo cabeamento iniciaram no dia 9 de agosto. O novo circuito que passará pela ponte substituirá os cabos subaquáticos que passavam pelo rio, que danificaram o dia 19 julho, o que deixou os dois municípios sem energia por vários dias. Como medida de contingência, cerca de 80 grupos geradores foram instalados para oferecer energia aos municípios de Iranduba e Manacapuru enquanto o novo circuito é construído.

Por meio de nota, a Amazonas Energia também informou que, nesse primeiro momento, as obras estão divididas em duas frentes de trabalho, uma concentra-se na parte terrestre, antes da ponte, com a fundação e implantação das estruturas tubulares que sustentarão os cabos, e a outra se concentra na própria ponte, na qual estão sendo fixadas na parte lateral as chapas de sustentação dos isoladores e sendo lançados os cabos para-raios.

“A obra será realizada em três etapas, com a segunda e a terceira relativas aos serviços que serão realizados na parte terrestre após a ponte”, explicou a concessionária em nota. “A Amazonas Energia continua trabalhando para garantir a melhoria contínua do sistema elétrico do Estado do Amazonas”, acrescentou.

Alternativa

 No futuro, segundo Radyr Oliveira, o cabo submerso que rompeu será recuperado e uma empresa terceirizada será contratada para cuidar somente desse cabeamento. “Assim, teremos duas opções de distribuição de energia a estes municípios, evitando que as pessoas que moram nestes locais voltem a passar por dificuldades”, completou o diretor.

Geradores provisórios garantem ‘luz’

Desde o início do apagão, no dia 19 de julho, foram pelo menos três dias completamente sem energia nas duas cidades. Medidas emergenciais então foram tomadas até que a situação se resolva em definitivo.  

Atualmente funcionam 80 grupos geradores nos municípios de Iranduba e Manacapuru, sendo 51 unidades na UTE de Iranduba, com capacidade para geração de 40 megawatts (MW), e 29 máquinas na UTE de Manacapuru que irão gerar 25 MW, totalizando 65 MW para os dois municípios.

Na semana passada, reportagem de A CRÍTICA mostrou que, enquanto isso, os moradores das duas localidades convivem com a instabilidade no serviço em alguns pontos das cidades.

*Colaborou a repórter Karol Rocha. 

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Repórter do Caderno A do Jornal A Crítica

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