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Divergência gera prejuízo no terminal pesqueiro de Manaus

A falta de ordem e fiscalização no Terminal Pesqueiro de Manaus está gerando prejuízo diário de 10% no desperdício do pescado 21/08/2013 às 07:59
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Terminal pesqueiro de Manaus
Cinthia Guimarães Manaus

A retirada dos fiscais da Secretaria Municipal de Mercados, Feiras, Produção e Abastecimento (Sempab) da área do Terminal Pesqueiro de Manaus, na Colônia Oliveira Machado, está provocando uma confusão na hora do desembarque de pescado, feito durante as madrugadas. Isso porque a Federação dos Pescadores do Estado do Amazonas (Fepesca) acusa os caminhões que armazenam pescado de viveiro de impedirem a passagem dos feirantes que compram peixe dos pescadores artesanais.

Segundo o presidente da Fepesca, Walzenir Falcão, o fato vem ocorrendo desde segunda-feira quando cerca de 10 fiscais deixaram de atuar na área.

“Eles controlam a entrada de carretas, que empatam o acesso da subida dos peixes das embarcações para os carros que vêm comprar os peixes e que fazem distribuição nas feiras e mercados da cidade. A Sempab devia ter consideração e respeito com a entidade em avisar por que fez isso. Queremos que a prefeitura antes de tomar certas decisões, converse com a federação e a colônia, sem tomar decisões isoladas. tirar sem menos avisar deixa um grau de insegurança”, cobrou Walzenir.

Diariamente são desembarcadas em torno de 100 toneladas de pescado na balsa do Terminal Pesqueiro da Feira da Panair, procedentes de diversas calhas de rios do Amazonas, trabalho feito por cerca de 80 embarcações.

O Terminal Pesqueiro de Manaus, obra concluída há oito anos, foi ocupado no dia 1º de maio pelos pescadores, que não agüentavam mais esperar pela liberação do Ministério da Pesca e Aquicultura. No entanto, ainda não há estrutura para armazenagem dos peixes como túnel de congelamento, compressores e câmara de espera, o que provoca um desperdício diário na ordem de 10%. De acordo com a Fepesca, caso a situação persista, o desperdício de peixe pode aumentar para 25%

“Se estava abandonado aqui, nós fomos tomar de conta para servir à categoria e, sobretudo à sociedade amazonense”, afirmou o presidente da Fepesca que cobra das embarcações taxas diárias pela manutenção e limpeza do terminal, que variam de R$ 13 a R$ 26.

Por outro lado, a maior parte do pescado de viveiro comercializado em supermercados e restaurantes de Manaus é proveniente de Rondônia, de onde chega através de balsas.

Resposta
Em resposta à reclamação dos pescadores, o atual secretário da Sempab, Tenente-Coronel Fábio Pacheco disse que serão enviados novos fisciais para o terminal pesqueiro, uma vez que a secretaria utiliza o sistema de “permuta”, ou seja, todos os fiscais são designados para atuar em diferentes áreas da cidade, em escala de acordo com as necessidades.

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