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Docentes da Ufam promovem nova assembleia hoje para definir os rumos da greve

Paralisação já dura 106 dias e, hoje, a Associação dos Docentes reunirá para discutir o futuro da greve na Universidade Federal do Amazonas 01/10/2015 às 09:51
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Durante o dia de ontem assembleias setoriais ocorreram nas unidades e nos campi do interior
Kelly Melo Manaus

Hoje deve ser um dia decisivo para o movimento grevista dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Às 14h, a Associação dos Docentes (Adua) realiza uma assembleia geral, no auditório Paulo Burheim, no setor sul do Campus Universitário, para avaliar os rumos da greve e a proposta de saída nacional unificada do movimento grevista. A expectativa é que a greve encerre até o dia 16 de outubro.

As unidades de Benjamim Constant, Coari, Itacoatiara, Humaitá e Parintins também realizaram assembleias ontem, conforme a orientação dos Comandos Locais de Greve, mas os resultados só serão divulgados na reunião de hoje.

“Todas as unidades estão paralisadas ao menos 90%. Inclusive encaminhamos a eles um comunicado para a realização de assembleias conforme a orientação do Comando Nacional de Greve. Na amanhã (hoje) teremos uma Assembleia Geral para discutir  os rumos da greve da categoria e cronograma de reposição de aulas na universidade. É um dia decisivo”, enfatizou  o presidente da Adua, José Alcimar de Oliveira.

Segundo Oliveira, o momento é importante porque a partir dele, será gerado o documento (proposta) que será enviado ao Comando Nacional de Greve, que tem uma reunião agendada com o Ministério da Educação (MEC) para apresentar as propostas da categoria.

Retomada

Enquanto o status da greve continua indefinido, alguns alunos e professores dos Campis do interior estão retornando às aulas como em Parintins e Coari.

O coordenador acadêmico do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ) da Ufam em Parintins, Emanuel Silveira, confirmou que um grupo de professores de administração e comunicação social sinalizaram a retomada das aulas.

“Estamos aqui para assegurar o direito de todos. Um grupo decidiu voltar as aulas e esse direito  é amparado, assim como os do movimento grevista. Mas recomendamos que os que voltaram as aulas façam seus planejamentos para ordenar o calendário acadêmico”, destacou Emanuel  da Silveira.

Em Coari, os alunos dos seis cursos oferecidos pelo Instituto de Saúde e Biotecnologia (ISB) vivem o mesmo drama. Conforme a coordenadora acadêmica, Tânia Custódio, um grupo de professores continuaram as atividades e conseguiram encerrar o período 2015/1, entretanto, os estudantes vão precisar esperar o encerramento da greve para realizarem a reposição das aulas e, consequentemente, iniciar o 2015/2.

“As defesas de TCCs estão acontecendo, por exemplo, mas para iniciar o segundo semestre tem que haver as reposições de aulas. Para isso, aguardamos o resultado da assembleia geral para que as atividades possam ser normalizadas”, afirmou.

Negociação

Na última assembleia, a categoria aprovou a contraproposta do Comando Nacional de Greve (CNG) do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) para a continuidade das mesas de negociação e a exigência de respostas efetivas do governo a questões da pauta específica dos docentes, como o reajuste de 19,7% para 2016. Na proposta inicial, o índice era de 27,3%.

Na próxima segunda-feira o Comando Nacional de Greve vai se reunir com MEC para mais uma rodada de negociações.  Com 106 dias de greve, esta já pode ser considerada uma das maiores paralisações registradas na Ufam. A maior delas foi em 2012, quando as aulas ficaram suspensas por 125 dias.

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