Domingo, 19 de Maio de 2019
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Documentos mostram que morte da PM Deusiane ainda é um grande quebra-cabeça

A família acredita em queima de arquivo. Em 2014, ela participou de investigação de esquema de corrupção dentro do Batalhão Ambiental em que o cabo Elson era um dos envolvidos



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A suspeita é de que ela foi eliminada para não revelar informações sobre um esquema de corrupção dentro do Batalhão Ambiental
11/07/2015 às 15:59

A morte da soldado Deusiane da Silva Pinheiro, 26, ainda é um mistério. A Diretoria de Justiça e Disciplina (DJT) da Polícia Militar informou, em nota, que não há indícios de crime militar contra o cabo Elson Santos Brito, 35, porém, o MANAUS HOJE conferiu documentos que deixaram dúvidas para a família e amigos.

Uma delas, segundo a familiares, está visível no livro do armamento. A numeração da arma da soldado é 51005. Embaixo de seu nome aparece o cabo Elson, com número de arma 71893. Somente Deusiane não assinou o livro.

Depois da morte, todas as armas registradas no caderno foram recolhidas para perícia e entregues no 19º DIP.

Porém, conforme consta nos autos do inquérito militar, a arma número 6, de posse de Deusiane, é apresentada com duas numerações diferentes, sendo 51035 gravado na parte direita do ferrolho e 71893 - numeração da pistola do cabo Elson - na parte esquerda. No livro de armamento, o número da arma da soldado era 51005 e não 51035.

Para a família está mais claro que as armas foram trocadas. “A arma do cabo Elson apresentou o ferrolho trocado com a arma que apresentaram como sendo de Deusiane, sem falar que ela não estava armada e, se estivesse, a arma que encaminharam para a perícia foi outra”, explicou um parente, que preferiu não se identificar.

“A conclusão do inquérito é o fim da festa para todos que participaram da morte da Deusiane e que ocultaram e manipularam as provas. Eu acredito que vai aparecer uma autoridade competente, corajosa o suficiente e comprometida com a verdadeira justiça”, desabafou a mãe, Antônia da Silva.

A família acredita em queima de arquivo. Em 2014, ela participou de investigação de esquema de corrupção dentro do Batalhão Ambiental em que o cabo Elson era um dos envolvidos. A suspeita é de que ela foi eliminada para não revelar informações sobre o caso.

Quatro dias antes do crime, Deusiane foi espancada pelo Cabo e, segundo a mãe, ela teria dito antes de morrer que, se aparecesse morta, o suspeito era o cabo Elson. A mãe contou que deixou de trabalhar e deixou de sair de sua residência com medo de que aconteça algo com ela.

Mistério

O documento abaixo mostra muitas contradições. Escrito à mão, o nome de Deusiane é relacionado a uma arma retirada em serviço, mas a assinatura dela não consta.


Abaixo, os outros dois documentos mostram bem as contradições, incluindo dois números de série na arma da vítima, um destes números, o da arma do ex-namorado. Ainda há muitas perguntas a serem respondidas em breve.



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