Terça-feira, 20 de Agosto de 2019
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Dólar cai 3% com reação de Aécio Neves na disputa eleitoral

Analistas acreditam que o mercado deverá continuar volátil até o segundo turno, no próximo dia 26, operando com base no noticiário político e nas pesquisas. Mas a médio prazo, preveem pressão de alta do dólar devido à perspectiva de juros mais elevados nos EUA



1.jpg O desempenho do tucano veio bem acima do indicado nas pesquisas de intenção de voto, surpreendendo investidores
06/10/2014 às 10:34

O dólar caía cerca de 3 por cento ante o real nesta segunda-feira, chegando ao patamar de 2,38 reais na mínima do dia, após o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, garantir uma vaga no segundo turno das eleições com surpreendente arrancada final, aproximando-se da atual presidente Dilma Rousseff (PT) como nunca na campanha.

Operadores diziam, no entanto, que esse movimento não deve se sustentar nas próximas semanas, uma vez que a disputa no segundo turno deve ser acirrada e manter o mercado volátil.

Às 9h54, a moeda norte-americana recuava 2,92 por cento, a 2,3900 reais na venda, após alcançar 2,3782 reais na mínima da sessão, com queda de 3,40 por cento. O contrato futuro do dólar para novembro caía 2,70 por cento, a 2,4100 reais. "O mercado está eufórico com a possibilidade de um segundo turno mais disputado", disse o operador de câmbio da corretora B&T Marcos Trabbold.

Aécio ficou com 33,6 por cento dos votos válidos, o equivalente a 34,9 milhões, enquanto Dilma marcou 41,6 por cento, ou quase 43,3 milhões de votos. O desempenho do tucano veio bem acima do indicado nas pesquisas de intenção de voto, surpreendendo investidores. Dilma é alvo de fortes críticas no mercado financeiro, que prefere a política econômica mais ortodoxa prometida por Aécio.

Analistas acreditam que o mercado deverá continuar volátil até o segundo turno, no próximo dia 26, operando com base no noticiário político e nas pesquisas. Mas a médio prazo, preveem pressão de alta do dólar devido à perspectiva de juros mais elevados nos Estados Unidos. "O dólar deve ter um movimento instantâneo de queda", afirmou o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi. "A queda não deve levar a moeda ao patamar inferior a 2,30 reais, nem o PSDB quer isso", acrescentou.

Nesta manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, como parte das atuações diárias. Foram vendidos 2 mil contratos para 1º de junho e 2 mil para 1º de setembro de 2015, com volume correspondente a 197,7 milhões de dólares. O BC também fará nesta sessão mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em 3 de novembro, que equivalem a 8,84 bilhões de dólares, com oferta de até 8 mil contratos. Até agora, a autoridade monetária já rolou cerca de 13 por cento do lote total.

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