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Dólar segue exterior e volta acima de R$ 3,70 por preocupações com desaceleração na China

Avanço acompanha mercados externos devido à desaceleração da economia chinesa, que vem reduzindo a demanda por ativos de mercados emergentes 23/11/2015 às 09:03
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Às 10h27, o dólar avançava 0,64%, a R$ 3,7207 na venda
Bruno Federowski/Reuters São Paulo

O dólar avançava acima de R$ 3,70 nesta segunda-feira (23), acompanhando os mercados externos diante de persistentes preocupações com a desaceleração da economia chinesa, que vem reduzindo a demanda por ativos de mercados emergentes.

Às 10h27, o dólar avançava 0,64 por cento, a R$ 3,7207 na venda, anulando parte da queda da sessão passada, quando muitos operadores ficaram afastados das mesas devido ao feriado do Dia da Consciência Negra. A moeda norte-americana também avançava em relação aos pesos chileno e mexicano.

“A China continua sendo o assunto do momento. Mesmo quando não tem notícia, o mercado ainda fica nervoso, com medo de os problemas lá se traduzirem em menos investimentos aqui”, disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.

Sinais de desaceleração da China, segunda maior economia do mundo e importante referência para investidores em mercados emergentes, vêm deprimindo o apetite por ativos de maior risco em todo o mundo.

Outro fator que vem elevando o dólar recentemente de forma global são as apostas cada vez mais consolidadas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, vai elevar os juros no mês que vem, atraindo para a economia dos EUA recursos atualmente aplicados em países como o Brasil.

No entanto, muitos operadores afirmam que os preços dos ativos já refletem o aumento inicial de juros em dezembro e o foco agora está no ritmo do aperto monetário como um todo, que deve ser gradual.

No Brasil, incertezas políticas e econômicas também vêm provocando cautela e reduzindo o volume de negócios nos mercados locais, deixando as cotações mais sensíveis a operações pontuais.

“O mercado está muito pequeno, porque ninguém quer se arriscar. Acho que o mercado agora só volta ao normal no ano que vem”, disse o operador de uma corretora nacional.

O Banco Central dará continuidade, pela manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro, com oferta de até 12.120 contratos, que equivalem a venda futura de dólares.

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