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Cotidiano
ALERTA

Usar celular quando ele estiver carregando a bateria pode representar risco de acidente

Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade iniciou trabalho inédito para monitorar e reunir dados de acidentes de origem elétrica no País 02/07/2018 às 06:10
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Usar o celular enquanto ele estiver ligado a uma tomada pode representar um risco de acidente, como descargas elétricas (Foto: Junio Matos)
Izabel Guedes Manaus (AM)

Quem nunca permaneceu usando o celular  mesmo ele estando conectado à tomada? Mas será que já pensamos no risco que isso pode causar? Para se ter uma ideia,  o risco de acontecer um acidente é  grande, mesmo tendo poucos casos registrados oficialmente nos meios que monitoram essas incidências.

Por conta disso e para tentar fazer um banco de dados com essas informações, a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel)  iniciou um trabalho inédito de monitorar, reunir, trabalhar e divulgar dados estatísticos de acidentes de origem elétrica no Brasil. Desde o início do ano, nove pessoas morreram por choque elétrico envolvendo carregadores de celular, no Brasil. 

Para o representante da associação no Amazonas,  Amarildo Lima, embora ainda  não exista  dados concretizados no Estado,  a campanha de alerta também vai ser feita aqui. Isso porque, a prática é comum hoje em dia em qualquer lugar.  “Não temos registros oficiais, mas sabemos que muitos casos acontecem. Às vezes com descargas menores, mas ainda assim é preocupante.  Por isso, o objetivo da campanha é coletar mais dados e conscientizar, principalmente, os mais jovens sobre os riscos de choque”, esclareceu ele.

Sobrecarga elétrica

De acordo com Amarildo Lima, o problema pode se tornar bem mais grave, porque muitas pessoas compram carregadores sem saber a origem. 

No mercado pirata, elas  adquirem produtos importados, muitas vezes sem a devida segurança imposta pelos órgãos fiscalizadores e gerar situações mais graves devido à falta de atenção e orientação. 

“As consequências podem ser irreversíveis. Um carregador desse, à noite toda na tomada, por exemplo, pode aquecer e causar um curto-circuito”, alertou. Não se sabe se ele atende aos itens de segurança. O uso incorreto, um simples esquecimento, pode sobrecarregar as instalações elétricas da casa e gerar outras situações mais complicadas”, completou Amarildo Lima.  

Experiência própria

A estudante universitária Maria auxiliadora, 22 anos, por pouco não entrou na estatística de quem já sofreu um acidente ao usar o celular na tomada. Segundo ela, no ano passada a jovem sofreu uma descarga elétrica ao ouvir uma mensagem de texto em um aplicativo enquanto o aparelho telefônico carregava na tomada. 

“Eu vi que tinha chegado uma mensagem e não tirei o carregador. Quando peguei o celular, vi que era um áudio e coloquei no ouvido para escutar. O telefone já estava muito quente e quando encostei o aparelho no rosto senti o choque. Achei que ia morrer e joguei o aparelho em cima da cama”, contou.  “Foi um susto. Fora que o celular ficou superaquecendo todas as vezes que eu precisa carregá-lo”, lembrou. 

Acidentes cresceram no Brasil

Pensando em contabilizar casos como o da universitária Maria Auxiliadora,   a Abracopel iniciou um  levantamento em 2008,  e em 2013, ampliou a base de pesquisa para o Anuário Estatístico da associação. 

O estudo, único documento sobre este tipo de acidente no Brasil e divulgado anualmente,   apontou duas mortes relacionadas ao uso incorreto de carregadores no ano passado e com o aumento dos casos já nos primeiros meses de 2018. 

Por isso, a associação realiza  campanhas de conscientização.  É o que explica o diretor executivo da empresa, Edson Martinho.  “Apesar dos carregadores, em princípio, não serem dispositivos que ofereçam riscos, o número cada vez mais frequente de acidentes envolvendo este equipamento tem nos levado a investigar as causas e origens. Mas, os principais problemas ainda estão nas instalações elétricas antigas e malcuidadas. É necessário que seja realizada uma verificação completa dessas instalações com a devida adequação, realizada sempre por um profissional qualificado”, ressaltou.

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