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Cotidiano
Relações Interpessoais

Especialista explica como as gerações X, Y e Z podem trabalhar em harmonia

Para a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Kátia Andrade, todas as gerações têm uma contribuição para dar 16/10/2016 às 13:55 - Atualizado em 16/10/2016 às 18:45
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No ambiente de trabalho as diferentes gerações envolvidas (Infográfico: Thiago Rocha)
Rebeca Mota Manaus (AM)

A convivência com diferentes gerações no ambiente de trabalho -  X, Y e Z - pode ser enriquecedora como troca de experiência, bem como pode gerar conflitos e discordância. O jeito de pensar, o modo de se expressar, a velocidade com que faz e a intensidade com a qual deseja. Estes são apenas alguns pontos que mostram com clareza as diferenças entre as gerações que hoje dividem espaço nas empresas. 

Para a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Kátia Andrade, todas as gerações têm uma contribuição para dar. A geração X pode oferecer a experiência adquirida ao longo tempo, apesar de não ter tanto conhecimento tecnológico quanto a geração Z, mas com a junção de muita energia desta geração o trabalho pode ser mais produtivo.

“A geração X oferece para a Y e Z uma espécie de mentoria, fundamental para dar uma consistência imprescindível nas relações. As empresas têm que propiciar esse ambiente harmônico abrigando todas as gerações, em que cada uma tem algo para oferecer num determinado projeto e a partir daí a empresa identifique onde cada equipe pode ajudar”, destaca Kátia.

A presidente da ABRH dá orientações para os jovens e os mais velhos no que podem fazer. “É possível que as pessoas mais experientes ofereçam mentorias para os mais jovens que estão em buscar de aprender. Os mais velhos já têm um histórico e somado de conhecimento tecnológico da geração Z terá mais resultados”, aconselha Andrade.

O administrador de uma loja de móveis Guilherme Castilho, 44, explica que no período de experiência os jovens funcionários não mostram nenhum problema, mas depois querem agir do jeito deles.

“Aqui na empresa eu não passo por problema enquanto estiver no período de experiência, mas depois disso, alguns jovens começam se vestir do jeito deles ou tomar atitudes que são fora dos padrões da empresa, já os mais velhos não, são mais respeitadores, seguem a linha da empresa”, pondera Guilherme.

Para Kátia, em conflitos identificados, deve-se investigar a origem do problema, estabelecendo diálogo entre os envolvidos na busca de soluções. As medidas devem ser tomadas assim que um problema for constatado, a fim de evitar a desestabilização da equipe.

“Em alguns casos, a melhor definição das atividades desenvolvidas e a recolocação de funcionários para outro setor ou atividade podem ser medidas adotadas para solucionar possíveis desentendimentos”, pondera Andrade.

A administradora da Superintendência Estadual de Habitação (Suhab), Maria José Mota, 57, salienta que o compartilhamento de conhecimentos é fundamental dentro de qualquer empresa. “Eu tenho a oportunidade de passar meus conhecimentos adquiridos através da experiência como também posso aprender com os jovens através de suas vontades de crescer e de fazer coisas novas. É um aprendizado muito importante para o gestor”, ressalta.

Geração X:
Referente aos nascidos entre meados da década de 1960 e final de 1970. Eles têm como características maior visão empreendedora e domínio de novas tecnologias. Acompanharam o processo de ampliação do sistema universitário.

Geração Y:
Nascidos entre final da década de 1970 até os anos 1980. Acompanharam o desenvolvimento tecnológico, crises internacionais e a primeira fase da internet. Tiveram o cotidiano marcado pela aceleração da vida. É uma geração que costuma ter foco em prazos mais imediatistas.

Geração Z: 
Compreende os nascidos  a partir da década de 1990, também conhecidos como nativos digitais. Acostumados a dispositivos e aparelhos, lidam bem com a atualização tecnológica. São dinâmicos, multitarefas e independentes, mas podem ter maior dificuldade para se adaptar às normas da organização.

Relatos:

O administrador diz que já se sente privilegiado por fazer parte de uma geração X diferenciada e destaca que o relacionamento com outras gerações proporciona troca de conhecimentos.
  “Tem pessoas da minha geração que não sabem nem o que é WhatsApp. Hoje a geração Z é mais conectada, eu não tenho dificuldade de lidar com os mais jovens, eu contribuo muito mais pela a experiência, mas há uma troca, entretanto da mesma forma que a tecnologia aproximou, afastou também no que diz respeito à comunicação”, considera.

(Marco Barros, 60, Administrador e professor)

“Tenho a honra de trabalhar com pessoas mais experientes”.
(José Narbaes, 28, Assessor de Imprensa)

  “Eu procuro aprender ao máximo com os mais velhos”
(Max Silva, 25, Estudante de Administração na Uninorte)

Pontos:

•Contratar 
pessoas adequadas às demandas da empresa ao cargo que irão ocupar.
 •Explorar
 as potencialidades de cada geração.

• Investir 
em estratégias de interação.

 • Definir
 regras de condutas.

 •Ensinar
 Os mais experientes oferecer mentoria aos mais novos.

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