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Cotidiano
Finanças Pesssoais

Confira os melhores investimentos para você garantir uma aposentadoria tranquila

A CRÍTICA conversou com especialistas para mostrar quais os outros caminhos para se aposentar mais cedo ou pelo menos investir num destino certo 27/03/2017 às 10:27
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Opções de investimentos disponíveis que garantem rentabilidade (Infográfico: Thiago Rocha)
Rebeca Mota Manaus (AM)

Está preocupado com a aposentadoria? A Reforma da previdência tem feito muitas pessoas se preocuparem com o benefício do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), trabalhar mais para conseguir resgatar o benefício. A partir disso, o dinheiro+ conversou com especialistas para mostrar quais os outros caminhos para se aposentar mais cedo ou pelo menos investir num destino certo. Confira o melhor para você!

O educador financeiro do espaço Meio, Edson Moraes, conta que aposentar cedo varia de cada pessoa. É necessário ser feito uma avaliação sobre esse posicionamento. “Será se realmente é preciso se aposentar cedo? Às vezes uma pessoa está construindo a carreira aos 50 anos ou quer se manter ativo na sociedade mostrando suas competências”, destaca.

Para ele, quanto mais cedo investir em previdência privada melhor é, e ainda aconselha os pais a incentivarem os filhos a investirem desde crianças para que mais tarde consigam pagar com faculdade, por exemplo. “Outro investimento recomendado é o Tesouro direto, um dos mais seguros”.

Ele alerta para que seja feito um planejamento financeiro e que projete os objetivos de estar investindo aquele dinheiro. “O que vai determinar estes investimentos são os objetivos pessoais traçados de para quê guardar aquele dinheiro, nem que seja simplesmente só ficar milionário e viver só daquele dinheiro”, ressalta.

Para Edson, a divisão dos investimentos é dedicar 10% da renda líquida para investimentos, como 1/3 para previdência privada e 2/3 para investimentos de curtos e médios prazos como tesouro direto, fundos de investimentos e títulos de papéis emitidos pelos lançamentos CDB, RDB, LCA, LCI.

O educador financeiro da DSOP, André Torbey, alerta àspessoas a pensarem na qualidade de vida para fazer um investimento e traçar este planejamento o quanto antes.

“Quem está com 20 anos, pode formar uma reserva de emergência entre seis e 12 meses de salário, e a partir daí investir todo o resto nesse sonho. Guardando R$ 300 por mês, em 30 anos, pode se ter cerca de R$ 1 milhão”, diz.

André aconselha investirem em previdência privada. “Tem a vantagem que é o seguro de vida e a complementação da renda mais à frente”.

Previdência privada

A previdência privada é um produto de acúmulo de recursos para o longo prazo. Para a superintendente de Gestão Estratégica da Brasilprev, Mariane Bottaro, o plano é considerado uma ferramenta que fomenta a disciplina (por meio das contribuições mensais) e pode ser utilizado para diversos projetos de vida futuros, como, por exemplo, a aposentadoria. 

“Independentemente do plano, existem duas formas de tributação. Uma delas é a tabela regressiva que favorece os clientes que almejam permanecer no longo prazo, pois, neste modelo, a tributação chega a uma alíquota de 10% após 10 anos. A outra é a progressiva, que é o modelo semelhante à tributação dos salários, utilizando os limites formalizados na tabela de IRF vigente”, conta.

Existem também duas modalidades de produtos, a primeira é o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), recomendado para pessoas que declaram o Imposto de Renda no formato Completo. No PGBL, pode-se deduzir as contribuições da base de cálculo do IR até o limite de 12% da renda bruta anual tributável, sendo que no momento do usufruto do benefício ou do resgate, o IR incide sobre a totalidade (contribuições mais rendimentos). O outro produto é o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) voltado para as pessoas que declaram o imposto no modelo simplificado, não declaram ou já usufruem do limite do benefício fiscal de um PGBL. O VGBL não permite a dedução das contribuições da base de cálculo do IRPF, porém, no momento do resgate, a cobrança do tributo incide apenas sobre os rendimentos.

Tesouro direto

Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a BMF&F Bovespa para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, por meio da internet. Aos mais conversadores uma das opções são os títulos prefixados em que o investidor saberá a rentabilidade do investimento até a data de seu vencimento. Segundo informações do site do Tesouro Nacional, “para cada unidade de título, o valor bruto a ser recebido no vencimento é de R$1 mil”.  Existem também os títulos do tesouro indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e os indexados à taxa Selic.

Segundo o gerente de relacionamento do Tesouro Nacional, Paulo Marques, no Brasil existem 423 mil investidores e 1,2 milhões de pessoas cadastradas e conta que o Tesouro Direto pode oferecer retornos maiores, especialmente se a pessoa tem muito tempo para investir para o futuro.

“Isso porque em fundos de previdência, você pode perder rentabilidade ao pagar altas taxas de administração e de carregamento, para um gestor tomar decisões por você. Já no Tesouro Direto, os custos para investir são bem baixos e, mesmo descontando Imposto de Renda no resgate, o retorno é tradicionalmente maior”, diz.

Para aplicar no Tesouro Direto, o investidor tem que abrir uma conta em uma corretora, mas depois consegue gerenciar seus investimentos sozinho, pelo site. Por isso, é preciso estar disposto a entender como os títulos públicos funcionam. 


 
É possível tirar todas as dúvidas e fazer a simulação de investimento com a calculadora da rentabilidade através do site: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto, é só informar o título, data da compra, data do vencimento, valor investido, taxa do papel na compra (encontra no próprio site) e taxa do banco/corretora.

Sofisa Direto
O Sofisa Direto, plataforma de investimentos do banco, foi lançado em 2011, e o banco foi o primeiro a não cobrar taxa de abertura de conta e a comparar os papéis de renda fixa privados com títulos públicos.
 
“Banco sofisa direto é uma plataforma digital de LCI e LCA com saque especial de crédito e com garantia de imóvel, através do Sofisa evita gastar com agências e não paga tarifas”, explica Leo Cherman, principal executivo do Banco Sofisa.

Uma simulação feita para uma pessoa de 20 anos que invista R$100 por mês em 45 anos no tipo CDB IPCA de quatro anos, como se fosse para uma aposentadoria, o valor acumulado seria de um milhão de reais.

Saiba Mais
O governo interfere no cálculo e pressionar o trabalhador a contribuir mais tempo. O benefício será calculado com base em 51% de 80% das melhores contribuições mais um ponto percentual a cada ano pago. Para se aposentar com 100% do benefício, será preciso contribuir 49 anos.

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