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Cotidiano
FINANÇAS PESSOAIS

Confira algumas dicas para conseguir renegociar as dívidas em 2018

É preciso, como determinação e coragem, encarar os números e analisar a situação financeira, colocando tudo no papel 13/01/2018 às 13:11
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Faça um diagnóstico financeiro para saber como pode diminuir as despesas mensais e assim para pagar as dívidas em atraso. (Foto: Reprodução)
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

Sair das dívidas em 2018 é o sonho de muitos brasileiros. São 59,9 milhões de pessoas superendividadas, segundo dados da Serasa Experian. Para coordenadora da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Rosely Fernandes, o endividamento e/ou o superendividamento se dá por vários motivos, entre eles, a crise econômica, desemprego, doenças na família ou ausência de planejamento.

“De acordo com os consumidores que procuraram a comissão durante o primeiro mutirão de renegociação de dívidas muitos não conseguem renegociar dívidas com os bancos por conta da dificuldade de falar com a instituição o que amplia a inadimplência”, disse.

Os principais motivos para o insucesso na negociação, na avaliação da especialista, são a terceirização do débito para outra empresa, por exemplo, as empresas de cobranças, ter um pedido de novo prazo para o pagamento negado e intransigência do banco na renegociação de dívidas que ainda não apontam a inadimplência.

A CDC da Aleam iniciará no mês de fevereiro as tratativas para o 2° mutirão de renegociação de dívidas agora com as empresas de água, luz e operadoras de telefonia.

Dicas

A principal saída é tentar renegociar taxas e formas de pagamento com bancos e demais credores. Para quem está no vermelho, às vezes parece impossível sair dessa situação, mas renegociar dívidas é um direito do endividado e/ou superendividado. “É necessário avaliar, rever e ajustar. Avalie o quanto você deve e o quanto poderá dispor para assumir a renegociação. Depois, reveja os gastos e ajuste o orçamento familiar e doméstico”, ressaltou.

O primeiro passo é priorizar o pagamento de dívidas que comprometam as condições de sobrevivência e em seguida as dívidas bancárias com altas taxas de juros. Rosely recomenda ao consumidor solicitar uma proposta de refinanciamento único do saldo devedor com uma taxa de juros menor e mais prazo de pagamento em dívidas bancárias em uma mesma instituição financeira.

A especialista aconselha a ida até a instituição ou empresa para renegociar visto que as soluções online seguem um padrão e podem não ser a melhor opção para o perfil do consumidor. “Demonstre disposição em pagar a dívida, desde que ela esteja ajustada às suas condições. Ao iniciar o pagamento de uma renegociação, é importante reduzir ou eliminar o uso do cartão de crédito, cheque especial e a solicitação de novos empréstimos para não acarretar um novo ciclo de endividamento”, ponderou.

Blog

Glauce Galúcio, educadora financeira

“A principal orientação é não se desesperar. Coloque na ponta do lápis todas as dívidas que possuir, separando as que correspondem a serviços e produtos de necessidade básica e as que sofrem juros mais altos considerando essas como prioridade para pagamento.Anote durante 30 dias todos os gastos que tiver, separando por tipo de despesa. Tenha em mente que só se deve negociar uma dívida quando se tem condições de fazer isso, ou seja, após se planejar, pois um passo precipitado pode até piorar a situação. Em momentos de crise financeira, que são passageiros, é importante resgatar sonhos, objetivos que realmente importam e que farão a pessoa ter ainda mais motivos para ‘dar a volta por cima’”.

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