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Cotidiano
Economia criativa

Feiras urbanas se tornam vitrine de oportunidades para negócios criativos

Eventos como a Feira Urbana de Alternativas (FUÁ), da FAS, expõe o projetos empreendedores que dialogam com economia sustentável em Manaus 28/08/2016 às 11:19
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Em 3ª edição, a FUA conta com ações relacionadas à arte, gastronomia, brechós e feiras de criatividade. Divulgação/ FAS
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

A enfermeira Bruna Villene, 29 anos, e o noivo Antenor Cavalcante, 34, estavam decorando o apartamento novo e não achavam elementos que se encaixavam no gosto do casal. Fãs de pop arte, resolveu por conta própria confeccionar quadrinhos com desenhos lúdicos. A arte agradou os amigos e os familiares que vinha visitar o novo lar, de tal maneira que o casal começou a receber encomendas. A partir daí surgiu a Art em Parede, que hoje produz quadros variados e fornece consultoria e decoração personalizada. 
O projeto em parceria com a irmã de Bruna, que é designer, foi um dos expositores da III Feira Urbana de Alternativas (FUÁ), realizada pela Casa 5, no último domingo na Fundação Amazonas Sustentável (FAS).
O evento vem dando visibilidades a novos empreendedores que, assim como Bruna e Antenor, resolveram apostar suas fichas em projetos de economia criativa de base sustentável.

“Fazemos decoração com estilo personalizado e baixo custo. Nossos quadros custam entre R$ 10 e R$ 35, com moldura e acabamento refinado. 90% dos nossos clientes são vendidos via Instagram. Não temos loja física, mas entregamos na nossa casa. Temos projeto de alugar um espaço para nossa própria loja”, explicou Bruna.

A Naturalize Alimento Vegetariano é outro negócio que ganhou destaque na FUÁ. A ideia de criar hambúrgueres artesanais saudáveis veio da união de três amigas: Sarah Israel Kaloba, Gisele Benzecry e Cristine Pinagé, que já são adeptas do vegetarianismo. 

Todos os produtos são preparados por elas dentro deste conceito. São cinco opções dos chamados veggieburgers: grão de bico com ervas, lentilha marroquina, feijão preto, feijão branco com azeitona preta, regional (tucumã, macaxeira e folha da jambú). Os pães são feitos nas opções beterraba e abóbora, enquanto os molhos são oferecidos nas opções barbecue caseiro, chimichurri, maionese de castanha simples, maioneses de tucupi com castanha, sourcream, pesto de hortelã. Tudo de origem vegetal.

“Participamos de feiras urbanas, como a Festa Junina Verde, a FUÁ e o Movimento Criativo. Atendemos por encomendas e oferecemos sanduíches disponíveis no Veraneio Food Truck, localizado dentro do estacionamento do Local Hostel, no Centro. Estamos começando agora e muito felizes com a recepção e feedback nestas feiras urbanas, porque a alimentação saudável está em pleno crescimento em Manaus. Inclusive estamos formando capital para abrir um espaço neste nicho”, contou Sarah.
A necessidade também foi o impulso criativo para Judith Schnyder. Adepta de uma vida natural, ela procurava produtos sem aditivos para a filha, mas não achava em Manaus. A proposta de importar os produtos se transformou na Bio Love, uma loja de cosméticos naturais e orgânicos para mães e bebês, como óleo pra massagem, perfume, sabonete, shampoo, condicionador, creme dental, além de roupas de algodão orgânico. “Tudo com conceito sustentável, melhores para saúde e que não agridem o meio ambiente”, comentou. “Desde maio estamos fazendo parte de uma lojinha no Espaço Conviver, de empreendedorismo materno, localizado em Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus”, informou.
A FUÁ está na sua 3ª edição e conta com ações relacionadas à arte, gastronomia, rodas de conversa, yoga, brechós, feiras de criatividade e shows musicais, entre outras atrações. Todas as atividades são baseadas nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), lançados pela ONU no final de 2015.

BLOG - Eduardo Taveira: supervisor técnico da FAS

“A FUÁ vincula uma ação de cultura, gastronomia com a economia não usual.  O contexto é de valorização de uma produção com um valor agregado. Neste aspecto, tem sido um sucesso. Tem traído empreendedores não-convencionais, mas também pessoas que além de suas atividades regulares, fazem arte e produtos que dialogam com uma economia sustentável. Há desde ciclo de palestra, movimentos culturais, bem estar. É um conjunto de expressões artísticos, culturais e comerciais também, mas não necessariamente do comércio pelo comércio. Mas uma experiência que busca alternativas para o espaço urbano em que a gente vive”.

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