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Cotidiano
TRABALHO EM CASA

Boa ou má ideia? Profissionais falam dos prós e contras do modelo home office

Levantamento realizado pela Citrix, revelou que, até 2020, 90% de todas as companhias estarão oferecendo aos seus funcionários alguma modalidade de trabalho remoto, ou seja, home office 03/02/2018 às 16:28 - Atualizado em 04/02/2018 às 09:53
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Na vida moderna, trabalhar em casa é cada vez mais comum e a modalidade oferece economia (Foto:Reprodução/Internet)
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

Trabalhar de casa parece o sonho que muita gente gostaria de realizar. Segundo a pesquisa Flexibilidade no mercado de trabalho, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope, em 2016, 73% dos trabalhadores queriam ter mais flexibilidade no expediente.

Após atuar durante 20 anos como executivo de uma empresa, o engenheiro de produção Victor Cunha adotou durante seis meses o modelo home office após comprar uma franquia. Ele contou que a rotina profissional se resumia em acordar sempre nos mesmos horários, cumprir a agenda estabelecida para o dia em que pela manhã era realizado a prospecção de clientes e pela tarde o atendimento presencial.

“Foi uma experiência satisfatória. É um modelo muito bom que se encaixa em uma infinidade de negócios. A possibilidade de realizar o ofício em casa proporciona baixo custo e é um fator determinante para quem está iniciando um negócio”, disse.

Vale a pena?

Cunha elencou como pontos positivos do formato o baixo custo, sem as despesas de alugar um ponto comercial ou pagar uma mensalidade de coworking, flexibilidade, liberdade, possibilidade de otimizar atividades e autonomia que o profissional possui de desenvolver um negócio mesmo estando em um processo de transição de carreira. O engenheiro afirmou que os contras podem surgir da dificuldade de manter uma rotina. 

“É ter disciplina e entender que aquele ambiente é para trabalho. Para evitar a dispersão em casa, eu ficava trancado no escritório e caso alguém da portaria ligasse, informando sobre visitas ou correspondências, para todos os efeitos eu não estava em casa”, contou o engenheiro de produção.

Formato determinante

A empresária e administradora Michelle Schneider resolveu unir o útil ao agradável ao adotar o home office na gestão do seu novo negócio, a franquia Limpidus. Ela se divide entre administrar um comércio, as atividades da franquia  realizadas em casa e às atuação na área de advocacia. O fato do modelo permitir a flexibilidade motivou a empresária a expandir os negócios e também a manter a primeira empresa que possui há 20 anos.

“Se eu tivesse que ter outro escritório, gerir toda a estrutura e pessoal, e precisar administrar seria um tiro no pé e inviável. Em home office posso gerir dentro de um carro e até mesmo pelo smartphone. No celular é possível fazer tudo, desde encaminhar propostas por e-mail e até a acompanhar o cliente”, informou.

Franquias oferecem modalidade

Exemplo de franquia para empreender de casa é a Tributarie, que oferece uma série de produtos tributários  e atende empresas dos mais variados portes. Para ser um franqueado, basta investir R$ 5 mil e ter acesso à um telefone e computador. 

Outra opção é a franquia Limpidus que oferece 12 planos de negócio home-based, com investimento a partir de R$ 50 mil. Esse formato faz com que os custos para iniciar o negócio sejam mais baixos, por não exigir pagamento de aluguel extra, nem gastos com telefone e internet, pois a franqueadora que realiza o contato com os clientes.

Dúvidas

A modalidade é um dos pontos que tem gerado questionamentos desde que a reforma trabalhista entrou em vigor. Abaixo, alguns esclarecimentos:

- É obrigação do empregador em reconhecer o trabalho home office em contrato;

- Especificar quais as atividades exercidas remotamente;

- Responsabilidade pela aquisição e manutenção dos equipamentos necessários para realização das funções;

- Reembolso de eventuais despesas do funcionário com suas atividades.

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