Publicidade
Cotidiano
FINANÇAS

Especialistas mostram como é possível ganhar dinheiro investindo em ouro

Por funcionar como reserva de valor, o mais nobre dos metais é tido por muitos como um porto seguro para aplicar dinheiro 30/04/2017 às 14:47 - Atualizado em 30/04/2017 às 14:49
Show ouro  1
Bolsa, fundos de Investimento com rendimentos referenciados em ouro e barras de ouro compradas no mercado balcão. Qual dessas opções é melhor para você? (Foto: Divulgação)
Rebeca Mota Manaus (AM)

Escolher onde aplicar o dinheiro é uma tarefa que exige muita atenção. Hoje temos opções como tesouro direto, bolsa de valores, poupança e também o ouro, que por funcionar como uma reserva de valor, ele é tido por muitos como um porto seguro nestas situações, mas é importante entender bem como funciona o investimento antes de entrar nesta aplicação.

Segundo o especialista da Ourominas, Maurício Gaioti, os investidores encontrarão três opções disponíveis no mercado de ouro: bolsa, fundos de Investimento com rendimentos referenciados em ouro e barras de ouro compradas no mercado balcão. 

“No mercado de bolsa os ativos mais líquidos se chamam OZ1D (sendo 1 lote = 250g de Ouro) e OZ2D (sendo 1 lote = 10g). Neste mercado o investidor pagará taxa de corretagem tanto para comprar, quanto para vender, variando de corretora que custa em torno de R$15 a R$60 por contrato. Além disso, o investidor que comprar e manter o investimento pagará mensalmente uma taxa de custódia”, diz.

Já nos fundos de investimento, o custo maior esta relacionado à taxa de administração do fundo, podendo custar por volta de 2% ao ano.

Em relação ao mercado balcão, não há custo de corretagem, custódia ou administração, porque  você leva a barra de ouro, neste caso a questão maior a ser destacada é de sigilo e caso o investidor queira, custos com cofre e seguro.

Gaioti acrescenta caso o investidor compre menos de R$20 mil e tenha rendimentos, o investidor estará isento de pagar imposto de renda. 

Segundo o Banco do Brasil (BB), responsável pela custódia de quase um terço do volume de ouro negociado no País, “investir em ouro envolve riscos e pode haver perda financeira, caso haja depreciação da cotação do metal”, uma vez que o investidor está sujeito ao movimento da economia global.

Em momentos de estabilidade econômica, os investidores tendem a vender o ouro e diversificar o portfólio de aplicações, em busca de mais rentabilidade. Com mais metal em oferta, a cotação cai. O contrário acontece em cenários de crise, quando há mais procura por ouro e o preço sobe.

No Brasil, é possível adquirir ouro na BM&FBovespa, por meio de contratos em que o comprador não é obrigado a retirar as barras.

O BB atua neste mercado, em duas modalidades de investimento: lingote, comercializado em barras de 250g; ou escritural, comercializado em múltiplos de 25g, modalidade destinada aos clientes que buscam se posicionar no ativo buscando acompanhar sua variação de cotação sem a necessidade de retirada física do metal. Do total de ouro negociado no BB, a modalidade “escritural” corresponde a 74% das operações. O volume reflete a entrada de pequenos investidores no mercado, já que o valor de aplicação corresponde a 10% das negociações com ouro lingote.

Para o Educador Financeiro, Edson Moraes, a maior questão do investimento em ouro é a depreciação da cotação do investimento do metal que é um instrumento com valor global. O investidor compra e paga para ser custeado num local. Ele compra os contratos daqueles produtos e que existe fisicamente”, conta.

“Existe uma volatilidade no preço. No Brasil você compra por intermédio de corretoras. É necessário avaliar como variou nos últimos meses e ler muito sobre a tendência de rentabilidade desse ativo. Não vejo como uma cotação de curto prazo. Esta é uma opção para quem quer diversificar o valor de investimento. Não é um investimento a ser feito por qualquer pessoa. O ouro requer que a pessoa tenha uma disposição a lidar com volatilidade do produto e do preço. Você compra o ouro fisicamente, mas não é obrigado a tirar as barras. Para quem está pensando em investir no ouro, é necessário conversar com um orientador financeiro e ler bastante para se manter atualizado sobre o assunto”, destaca.

Há mais de 30 anos, o ourives, José Ribamar Carbajal, trabalha com a preparação de materiais para a confecção de joias de ouro. Ribamar faz investimentos comprando ouro da Caixa para preparar as joias de seus trabalhos. “É algo rentável, eu consigo através do Leilão da Caixa ofertas econômicas para fabricar meus produtos e muitas vezes nesses leilões estão joias que as pessoas não retiram”, explica.

Vale a pena penhorar?

Uma das modalidades de crédito mais antigas do mercado voltou a cair no gosto dos brasileiros. O penhor da Caixa Econômica, por exemplo, movimentou R$ 13,3 bilhões em novos contratos e renovações em 2016. O número representa uma expansão de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O produto atingiu em dezembro de 2016 o número total de 633 mil clientes ativos, representando um crescimento de 36 mil clientes no último ano. 

Para o educador financeiro, Edson Moraes, as vantagens são as taxas de juros atrativas, inclusão do pagamento parcelado, aceitação de objetos em prata, possibilidade de contratar crédito mesmo com o nome sujo na praça, é uma modalidade menos burocrática do que as demais, não necessita de avaliação cadastral e nem de fiador, mas revela que existe as desvantagens.

“O interessado precisa possuir objetos de valor, existe a desvalorização na avaliação de bens, possibilidade de perda de um objeto de valor financeiro sentimental e é menos prático do que o crédito pessoal”, conta.

A empresária, Elizangela Ribeiro, conta utiliza o penhor sempre que percebe uma necessidade financeira e quando tem um dinheiro a mais compra jóias para investir depois.

“O movimento no meu lanche teve uma queda e sempre que eu tenho dinheiro guardado eu compro jóias, pois acredito que é um negócio que não perde valor. E quando eu estou em dificuldades financeiras eu empenho num valor que eu estou precisando, eles pagam por grama e eu sempre tenho que ficar atenta para não perder as jóias, pois eu tenho um prazo até 90 dias para pagar os juros”, conta.

Para contratar o serviço de penhor na Caixa, o cliente deve apresentar RG, CPF em situação regular e comprovante de residência.

Saiba mais

O Penhor é uma modalidade de empréstimo para quem precisa de dinheiro rápido e sem burocracia. São aceitos como garantia joias confeccionadas em ouro, platina, prata, diamantes, pérolas, relógios ou canetas de valor. Uma das  vantagens do Penhor é a taxa de juros reduzida. A garantia real permite uma das menores taxas de juros aplicadas no mercado (atualmente 2,10% a.m.). Os bens são dados como garantia do empréstimo, ficando sob custódia da CAIXA. Após o contrato ser liquidado, a garantia é devolvida ao cliente.

Publicidade
Publicidade