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Cotidiano
Realização

Profissionais que arriscam em áreas diferentes de sua formação falam sobre negócios

Empresários contam por que abandonaram a formação acadêmica para apostar em um negócio próprio 11/09/2016 às 10:00
Show kitop
O proprietário Gregori Maique realizou o sonho de ter o próprio empreendimento. (Foto: Winnetou Almeida)
Rebeca Mota Manaus (AM)

Pessoas dedicam anos a uma graduação, especialização, pós, mestrado, doutorado para ter uma profissão, mas o desejo de empreender sobressai motivado pela autorrealização com a vontade de assumir novas responsabilidades. E a independência é considerada irresistível para assumir novos desafios, estando sempre propondo novas ideias, seguidos pela a ação e muitas vezes num segmento totalmente diferente da área da formação.
 
É o caso de Danny Fernandes, 31, formado em engenharia civil, mas resolveu investir na área alimentícia ao montar o Espetico Gourmet. A demissão foi o motivo o qual resolveu apostar na área diferente da sua formação. Desempregad, Danny investiu o dinheiro r no espaço especializado em diversos petiscos, churrascos e hamburguês.
 
“Há 10 meses tenho este empreendimento e estou satisfeito. Quando fiquei desempregado, deixei meu currículo em vários lugares, insatisfeito resolvi montar o negócio com o dinheiro da minha rescisão e férias”, conta Danny.
 
Ele ainda diz que uma das perspectivas do empreendi mento é expandir em outras áreas da cidade. O Espetico Gourmet funciona todos os dias e atende aproximadamente de 70 a 100 pessoas por dia durante a semana e nos finais mais de 200 pessoas.
 
Outro engenheiro que resolveu empreender foi o Gregori Maique, 25, que montou o Kitop Sushi Delivery e o Kitop Sorvete - dois espaços em que pôde realizar seu desejo, ter sua próprio negócio.
 
“Descobri um excelente trabalho em um amigo, lá em Porto Velho, e hoje ele cria os sushis pra mim. Na busca de ter uma renda extra, eu montei os empreendimentos e tenho vontade ainda de fazer os negócios em franquias para se expandir em outros para os outros estados, como um Kitop Sushi que vai abrir em Paraná através de ‘franquia’ por meio de contrato”, diz.

Pessoas se formam muito cedo
"Nós, hoje, como sociedade, nos obrigamos a escolher uma profissão cedo. Têm pessoas entrando na faculdade com 17 anos e isso é uma crueldade, pois não temos maturidade o suficiente para escolher nessa idade o que vamos fazer para o resto da vida. E o que pode acontecer por questão de pressão familiar ou social é ser visto como desistente, por isso a pessoa termina o curso, mas ao longo da sua vida, outras oportunidades vão surgindo ao qual se identifica e a formação acadêmica acaba sendo um segundo plano. Por isso, é comum às pessoas formadas em engenharia migrando para área de administração, ou em psicologia abrindo negócios. Após o período de maturação, entre 24 a 25 anos, que uma pessoa consegue escolher uma profissão" (Salvio Rizzato  Administrador, Consultor de Empresas e Professor da UEA).

 O Jovem empresário fez o curso de Direito para conhecer seus direitos, mas vocação empreendedora reinava em si desde criança

Sempre motivado pelo desejo empreendedor e habilidade para o comércio, Rodrigo Brito, 29, cursou a faculdade de direito apenas por ter uma graduação e obter conhecimentos na área.
 
“Eu fiz o curso não com o desejo de advogar, mas para saber quais eram os meus direitos perante a sociedade. Antes de iniciar a faculdade, eu já tinha o gosto pelo comércio”, destaca.
 
Desde criança sonhava em ser um grande advogado, mas também adorava ganhar carros de presente. “Comecei desde os 18 anos alugando o meu próprio carro, um palio velho”.

Hoje tem uma locadora de veículos que existe em Manaus há mais de 10 anos. Seu pai foi taxista e sempre foi apaixonado por carros. A locadora Alternativa Rent a Car possui mais de 50 veículos disponíveis para os clientes e tem ainda o desejo ainda de expandir para outros estados do Brasil.

 Rodrigo ressalta que pretende criar um  grande complexo de treinamento. “Quero ajudar crianças carentes e na prática das drogas”, diz.


Influência social
"Existem três tipos de pessoas: primeiro, aquelas que optaram em fazer a graduação pressionados pelos pais, mas chegam num momento que elas se afastam para fazer o seu gosto. O segundo tipo são pessoas que fizeram o curso por alguma eventualidade política do governo e,  quando chegam no mercado de trabalho, não têm oportunidades para elas e, por  isso, optam em ir para uma área que está com chances abertas. O terceiro tipo são pessoas que herdam da família o ofício, não é o que eles querem, mas precisam sobreviver, vão trabalhar neste campo e se identificam. No entanto, eles almejam ter uma graduação para dizer que têm o nível superior, mas na verdade não vão atuar na área e sim no trabalho da família" (João Júnior  Mestre em Psicologia, especialista em carreiras).

Saiba Mais

Na rede Ortodontic Center, pessoas estão deixando carreira de Engenharia, Direito, Análises de Sistemas, Administração para investir na rede de franquias de clínicas ortodônticas. Ao contrário do que muita gente pode pensar, a franquia tem atraído diversos empreendedores que não são dentistas. Mais ainda: os dentistas também ficam atraídos pelo negócio, mas não para exercerem sua profissão, e sim, para serem gestores de uma clínica altamente lucrativa, como se fosse qualquer outro negócio que dê bons resultados.

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