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Cotidiano
PROFISSÕES

Confira as profissões que podem acabar até 2030 e as que vão surgir no mercado

Para acompanhar as mudanças tecnológicas, novas profissões serão criadas em diversos setores como designer de impressão 3D e editor de DNA 04/02/2018 às 14:27
Show robo e humano trabalhando
Como serão as profissões do futuro? Uma nova evolução tecnológica chegou e você deve se preparar para o mercado de trabalho (Foto: Thinkstock)
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

Mercados e profissões apresentam rápidas transformações com os avanços tecnológicos. Em um cenário onde os níveis de inteligência artificial, automação e realidade virtual estão cada vez mais altos, carreiras já desapareceram e outras devem deixar de existir em breve, abrindo caminho para postos onde a habilidade humana será concentrada no que os robôs (ainda) são incapazes de fazer.

No mundo, no período entre 2015 e 2020, o Fórum Econômico Mundial prevê a perda de 7,1 milhões de empregos, principalmente, relacionados a funções administrativas e industriais.

Na avaliação de especialistas da área o mercado de trabalho passa por uma grande reestruturação semelhante à revolução industrial. A diferença é que agora tudo acontece muito mais rápido: desde 2010, o número de robôs industriais cresce a uma taxa de 9% ao ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho.

No Brasil, cerca de 11.900 robôs industriais serão comercializados entre 2015 e 2020, segundo a Federação Internacional de Robótica. A empresa Roboris, que tem a Embraer entre seus clientes, é uma das fornecedoras que atuam no país. 

Na opinião do professor da FGV Arthur Igreja, o difícil não é prever se alguma profissão deixará de existir, mas sim prever quais vão ficar. "Profissões que são muito repetitivas obviamente serão substituídas por softwares. E as que são por natureza muito humana, como serviços de cuidadores e de atendimento tendem a ter seus valores pressionados para baixo em razão da robotização, por exemplo", destaca Igreja.

Mas prever o fim de uma determinada profissão, entretanto, não deve ser necessariamente algo apocalíptico. Para consultora em recursos humanos Samara Ribeiro, cabe ao profissional observar as tendências e se antecipar às mudanças.

“Os profissionais comprometidos com suas carreiras devem estar atentos às mudanças e oportunidades nas novas tendências de mercado. Ter visão de futuro e traçar um plano de carreira que o prepare para essas transformações do mundo moderno é fundamental para aproveitar as melhores oportunidades oferecidas”, ressalta.

Para os que têm uma profissão em iminência de extinção, Ribeiro alerta para a necessidade de um redirecionamento de carreira. “Se antecipar às mudanças que são certas de ocorrer, fará com que o profissional esteja a frente no mercado ganhando mais espaço, mais tempo para se capacitar e adaptar-se às tendências”, disse.

Segundo Ribeiro, o processo de coaching de carreira possibilita a ampliação da percepção do profissional, além de desenvolver competências cruciais para ser um diferencial e optar pelas melhores oportunidades. 

Para o engenheiro de controle e automação Cleuton Coelho, o avanço tecnológico irá sempre promover mudanças no mercado e novas vagas de emprego serão ofertadas para garantir o avanço das tecnologias.

A tendência é que as empresas reduzam ao máximo o número de empregados fixos dentro do contrato tradicional, terceirizando para consultores o que for possível como forma de redução de custos e ganho de eficiência, revelou o Fórum Econômico Mundial.

Número

15,7 milhões de trabalhadores serão afetados pela automação até 2030, revelou pesquisa da consultoria McKinsey. A estimativa é de abertura de 2 milhões de vagas até 2020.

Busca

Especialistas da multiplataforma AAA, focada em disrupção em negócios, carreiras e economia transformadora, listaram profissões que vão acabar até 2030: piloto de avião, anestesista, analista de investimento, engenheiro de software, contadores e auditores, headhunter e recrutador, assistente jurídico, repórteres e jornalistas, analistas de risco, financeiro e corretores de seguro.

Humanos têm, sim, vantagens   

De acordo com o engenheiro de controle e automaçãoconsultor dos cursos técnicos industriais do CEL Literatus, Cleuton Coelho, a automação e suas tecnologias substituem o trabalho humano por máquinas ou sistemas. Humanos possuem uma vantagem competitiva em relação as máquinas em trabalhos de criatividade e na solução de problemas complexos.

“Cabe a nós nos adequarmos a essa realidade. Novas vagas de emprego serão ofertadas para garantir o avanço dessas tecnologias emergentes, por exemplo, programadores de software, engenheiros, designers, técnicos de manutenção de máquinas e sistemas. As atividades executadas por sistemas inteligentes ainda são gerenciadas por mãos humanas e ainda dependem de ajustes finos que os computadores não percebem com clareza”, ponderou.

Consultor empresarial

Uma das carreiras que estará salva desse redemoinho será a consultoria empresarial. Um executivo de uma empresa poderá consultar um computador de inteligência artificial para tomar uma decisão para a solução de um problema, mas precisará de consultores para ajudá-lo a definir essas opções. Por isso, a consultoria será cada vez mais uma carreira de futuro no mercado de trabalho.

“A profissão já é antiga e a tendência é ser cada vez mais relevante no futuro porque as empresas visam o aprimoramento. É uma contratação que não apresenta encargos trabalhistas para as empresas e não é onerosa tendo em vista que o nível salarial desse profissional dentro de uma instituição é elevado”, explica o consultor empresarial Erivaldo Lopes.

Segundo Lopes, é possível contratar apenas o consultor ou uma empresa que disponibiliza profissionais em diferentes áreas para o serviço de aconselhamento. Cada Conselho Federal sugere valores para a hora trabalhada. O consultor frisa que os valores variam em função da importância do trabalho e das horas trabalhadas pelo profissional.

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