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Dos 117 cursos de graduação da Ufam, 43 foram autorizados a iniciar atividades do semestre

A medida abre precedentes para a existência de dois calendários acadêmicos e uma verdadeira confusão na organização da universidade, o que foi extremamente combatido pelo Comando Local de Greve  16/09/2015 às 10:24
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Estudantes a favor e contra a greve deflagrada por docentes e técnicos-administrativos acompanharam acampados os debates no Conselho Universitário
kelly melo ---

Quarenta e três dos 117 cursos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) iniciaram, ontem, as aulas referentes ao segundo semestre, numa decisão considerada pela Associação dos Docentes (ADUA) como “monocrática”. A medida abre precedentes para a existência de dois calendários acadêmicos e uma verdadeira confusão na organização da universidade, o que foi extremamente combatido pelo Comando Local de Greve (CLG).

O vice-reitor da Ufam, Hedinaldo Lima, explicou que a medida levou em consideração a falta de entendimento no Conselho Universitário (Consuni) e o levantamento realizado pela Comissão de Planejamento do Calendário Acadêmico, que apontou os cursos que possuíam ou não condições de retomar as atividades acadêmicas. “Embora não tenha ocorrido um acordo no Consuni, e não tenha ocorrido a deliberação, o relatório foi acatado integralmente e orientamos aos diretores dos institutos que sigam todas as diretrizes apresentadas para que não haja prejuízos aos alunos, ou para que eles sejam os menores possíveis”, destacou.

Como a greve dos professores segue sem data para terminar, os alunos dos outros 74 cursos vão ter que esperar o movimento terminar, para que as aulas referentes ao período 2015/1 sejam repostas e, em seguida, o segundo semestre inicie.

Caos institucional

Para o professor Lino João de Oliveira Neves, vice-presidente da Adua, a decisão da reitoria desrespeitou uma das principais bandeiras defendidas pelo Comando Local de Greve: a manutenção de um calendário único, além de caracterizar uma decisão arbitrária e monocrática. “Entramos em um processo de caos e isso tende a levar a uma fragmentação da universidade. A Ufam está sendo jogada no lixo”, disse ele, que defendia primeiro a reposição das aulas das turmas em greve e depois o início das aulas do segundo semestre para todos os cursos.

Apesar dos desentendimentos, Lima reafirmou que há uma sentença judicial impedindo a suspensão do calendário. “Esperar a greve terminar para depois repor as aulas e depois iniciar o segundo semestre, caracteriza a suspensão do calendário. Sendo assim, temos que cumprir a decisão judicial com responsabilidade”, rebateu.

ICE quer aula

 Para o diretor do Instituto de Ciências Exatas, Cícero Mota, a retomada do calendário foi o melhor caminho porque não faz sentido esperar os grevistas se eles não têm indicação para terminar a greve. “Nós respondemos por mais de cinco mil alunos que querem continuar estudando. Foi a melhor opção”, concluiu.


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