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Cotidiano
TRATAMENTO

Dose tripla de medicamento facilita vida de soropositivos no Amazonas

Estado é um dos pioneiros a disponibilizar o medicamento por ter altos índices do vírus da Aids 29/03/2017 às 05:00
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A dose tripla, composta por Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg), é distribuída pelo SUS. Foto: Arquivo
Silane Souza Manaus

O tratamento inicial para os pacientes soropositivos começa com o uso do medicamento 3 em 1. A dose tripla combinada, composta pelos medicamentos Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg), é distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no Amazonas, desde novembro de 2014. O Estado foi o primeiro a receber a medicação, junto com o Rio Grande do Sul, por possuir uma das maiores taxas de detecção do vírus.

O medicamento representou um avanço na melhoria do acesso ao tratamento na avaliação de representantes de movimentos sociais porque até então os remédios eram consumidos separadamente. “Ele permitiu melhor adesão ao tratamento porque as pessoas começaram a tomar somente um comprimido por dia no lugar de três. E também trouxe menos efeitos colaterais”, afirmou a presidente da Rede de Mulheres Positivas do Amazonas (RMP-AM), Disney Diniz.

Ela ressaltou a importância do paciente seguir todas as recomendações médicas relacionadas aos remédios, alimentação, prática de exercícios físicos, entre outros, pois é fundamental para aumentar sua qualidade de vida. “Quanto mais rápido a pessoa que descobre que tem HIV/Aids iniciar o tratamento melhor será para ela porque pode evitar de pegar outras doenças oportunistas. Várias complicações podem aparecer se não começar o tratamento logo”, salientou.

De acordo com o Ministério da Saúde, o início do tratamento com medicamentos antirretrovirais (fármacos usados para o tratamento de infecções por retrovírus) é um dos momentos mais difíceis para o soropositivo, pois uma nova rotina deve ser incorporada em sua vida. E os remédios podem lembrá-lo a cada momento da doença. Por isso, o órgão recomenda que os profissionais de saúde devem ajudar o paciente a enfrentar o início da terapia.

A representante da Associação de Redução de Danos do Amazonas (Ardam), Evalcilene Santos, que trabalha como voluntário no acolhimento da Fundação de Medicina Tropical (FMT-HVD), disse que a prevenção é o melhor método para se ter uma vida saudável, mesmo sendo portador do vírus. “No grupo, o paciente recebe todas as orientações e por meio da nossa experiência eles veem que é possível ter uma vida normal, seguindo o tratamento corretamente”, enfatizou.

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