Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
PARTO

Doulas auxiliam mulheres no momento do parto

Como uma doula pode auxiliar a mulher a se (re)encontrar com seu sagrado feminino durante a gestação, parto e pós-parto



1521538_C4390965-B15C-4DC2-B537-55B085A2DE44.jpg Doulas atuam como uma rede de apoio às mulheres durante todo o processo da gestação e pós-parto (Foto: Anne Lucy/Divulgação)
06/10/2019 às 14:00

Por Mayrlla Mota

Gerar, parir e nutrir são dádivas das mulheres. Durante o processo da gestação, parto e pós-parto, a mulher passa por diversas transformações, tanto emocional quanto corporal. Ter uma doula ao lado é fundamental para que ela tenha uma experiência de parto mais positiva, bem como seja a protagonista de sua história auxiliando-as e ajudando a se (re)encontrar com o sagrado feminino.



Inspiração

Inspirada na experiência de um parto domiciliar planejado, Kathellyn Lamego, sentiu o chamado para doular. Segundo ela, muitas mulheres quando estão grávidas escutam histórias de partos traumatizantes, sendo que na verdade, essas mulheres foram vítimas de violência obstétrica.

A mãe do Ragnar, afirma que após o parto, decidiu ajudar outras mulheres a terem também experiências positivas. "Meu parto foi o dia mais feliz e especial da minha vida. Então depois dele eu descobri que a minha missão era essa, poder ajudar outras mulheres a parirem como quiserem, informá-las, orientá-las e servi-las", disse.

Kathellyn faz parte da primeira turma da Formação de Doulas da Celeste Parteria, facilitado pela enfermeira obstétrica Isabela Persilva, que neste ano completou um ano de existência e já passou também por outros Estados do Brasil, como São Paulo, Salvador e Lavras.

Mãos amigas

A primeira experiência de Lamego como doula foi em dezembro do ano passado, e a cada nova vivência ela sente-se mais forte para lutar pelo protagonismo das mulheres. "Quando atuamos como doula, nos envolvemos 100% com aquela gestante e os desejos dela se tornam missão. Batalhamos arduamente e passamos por situações que só quem atua sabe. Tudo para que ela seja a protagonista e tenha tudo perfeito mesmo que os planos mudem", finaliza.

Segundo a enfermeira obstétrica, Isabela Persilva, a doula é uma acompanhante da mulher, que presta suporte emocional, através de apoio e técnicas não farmacológicas de alívio da dor. "Ela acompanha a gestação, principalmente o parto e o pós-parto, respeitando os aspectos fisiológicos e sem intervenções desnecessárias, reconhecendo o aspecto social e cultural do parto e nascimento. É bem mais que a mão amiga, pois oferece suporte emocional a toda família e no vínculo mãe-bebê, promovendo a articulação da autonomia destas e uma experiência de parto mais positiva", disse.

Atuação

Isabela atua na capital como enfermeira obstétrica em partos domiciliares planejados e hospitalares. No olhar específico como doula, ela define como "especial, interno e individual, o que faz com que seja transformador para elas". "Olhar o nosso sagrado feminino, relembra a natureza e do que o corpo é capaz, destacando o poder que ele tem durante o processo de parir. Mas a gente precisa enfatizar que, seja fisiológico ou por decisão, podemos precisar de uma cirurgia cesariana, e estará tudo bem. Cada mulher tem a sua história, cada parto é uma transformação interna. Ver ela lutar pelo seu parto com respeito e ter seu bebê em seus braços nos dá força para continuar", comenta.

De acordo com Persilva a doula não faz procedimentos técnicos como ausculta de batimento cardíaco fetal, aferir pressão, realizar toque, etc. Essas condutas são da equipe de assistência ao parto (enfermeira obstétrica ou médico obstetra).

E neste fim de semana ocorreu mais uma edição do curso de doulas. "Além da quebra dos paradigmas impostos pela nossa sociedade, cada uma sai do curso com a garra e vontade de lutar e mudar o mundo através de cada nascimento", pondera Isabela.

Legislação

No Amazonas, a atuação da doula é amparada pela Lei nº 4072 de 04 de Agosto de 2014. Nas maternidades, a doula é um direito da mulher e não pode ser proibida de entrar na sala de parto. Caso isso aconteça é recomendado fazer uma denúncia na Ouvidoria do hospital, ou procure o Ministério Público Federal ou ajuda no Humaniza Coletivo.

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