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Doze dias após rompimento de barragens, governo de MG decreta situação de emergência

A lama diminuiu velocidade, mas continua avançando pelo Rio Doce. Barragens da mineradora Samarco se romperam no dia 5 de novembro, há 12 dias 17/11/2015 às 15:09
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Onda de lama, em consequência do rompimento de barragens, invade o Rio Doce
Agência Brasil Brasília

O governo de Minas Gerais decretou nesta terça-feira (17) situação de emergência na região da Bacia do Rio Doce e nas cidades afetadas pela lama que se rompeu das barragens da mineradora Samarco, em Mariana. A Samarco pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billinton.

A situação de emergência, decretada 12 dias após o desastre, vai durar 180 dias e envolve 202 cidades mineiras. Também fazem parte da bacia outros 26 municípios do Espírito Santo. Desde o dia 5, quando houve o rompimento, uma onda de lama percorre o Rio Doce, impedindo a captação de água e prejudicando o ecossistema da região.

E nota, o governo mineiro informou que uma das principais consequências do rompimento da barragem é o comprometimento da qualidade das águas da Bacia do Rio Doce. “De acordo com parecer apresentado pelo Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam), estima-se que a situação deve perdurar por aproximadamente 30 dias”, acrescentou a nota.

A situação de emergência, que ainda precisa ser reconhecida pelo governo federal, permite às cidades atingidas condições especiais, entre elas a realização de compras sem o processo de licitação. Também é por meio do decreto que os municípios podem ter acesso a recursos estaduais e federais.

Lama continua avançando

Uma equipe do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) está monitorando em tempo real, por meio de estações instaladas na calha do Rio Doce, a movimentação da lama que se rompeu das barragens Santarém e Fundão, em Mariana.

A previsão é que após a passagem dos rejeitos pela barragem da Usina Hidrelétrica de Mascarenhas, o deslocamento até o município de Colatina, no Espírito Santo, seja de aproximadamente um dia.

Depois de passar por Colatina há uma mudança de declividade no trecho até Linhares (ES), o que deverá reduzir a velocidade do escoamento. Com isso, a previsão é de maior deposição dos rejeitos, aumentando o tempo de chegada a Linhares.

Nos próximos dias, podem ocorrer mudanças na previsão, em decorrência da deposição de sedimentos no reservatório e das chuvas previstas para a região. Segundo o CPRM, o avanço dos rejeitos não causará enchentes nos municípios localizados às margens do Rio Doce.

Até agora, o número de vítimas em consequência do rompimento das barragens continua o mesmo: há sete corpos identificados e quatro aguardando identificação.

Doze pessoas continuam desaparecidas, sendo nove funcionários da Samarco e três moradores. Na tarde de ontem (16), a Polícia Militar de Belo Horizonte retirou três pessoas da lista por não serem moradores da região.

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