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Durante ato na Reserva Florestal Adolpho Ducke, Marina Silva fala sobre BR-319 e terras indígenas

Candidata à presidência falou por cerca de 50 minutos com jornalistas e ambientalistas. Entre os assuntos abordados, a presidenciável respondeu sobre a suas propostas para a região, e logo mais à noite fará comício na Zona Oeste da capital 21/09/2014 às 21:19
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A candidata Marina Silva (PSB) concedeu entrevista na Reserva Adolpho Dulcke e falou sobre seus projetos para o meio ambiente.
Denir Simplício Manaus (AM)

A candidata à presidência da República Marina Silva (PSB) desembarcou no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, localizado na Zona Oeste de Manaus, por volta das 14h deste domingo (21) para cumprir intensa agenda de compromissos na capital. Assim que desceu do avião, seguiu direto com sua comitiva para a Reserva Florestal Adolpho Ducke, na Zona Norte da cidade, onde concedeu entrevista logo depois de fazer um ato público pela responsabilidade no enfrentamento das mudanças climáticas.

Cerca de 60 pessoas, entre jornalistas, ambientalistas, partidários e assessores da presidenciável, assistiram atentamente à entrevista de Marina Silva, no Museu da Amazônia (Musa), localizado dentro da reserva. Durante a coletiva de imprensa, a candidata foi sabatinada pelos repórteres e principlmente por representantes dos grupos em prol do meio ambiente.

Entre as questões mais polêmicas abordadas na coletiva, a presidenciável comentou sobre a rodovia BR-319 e o projeto de exploração de petróleo na camada pré-sal, além das questões envolvendo o desmatamento da região e a situação indígena.

“Até agora a BR-319 não provou sua viabilidade. Nem a sua viabilidade social, nem a econômica, nem a ambiental. Precisamos frear essa questão. Para ela seguir, precisa dessa comprovação”, disse Marina Silva quando questionada sobre a viabilidade da estrada federal que liga Manaus a Porto Velho, em Rondônia.

Representantes de entidades ligadas ao ambientalismo estiveram presentes na reunião, como o Greenpeace, movimento Ficha Verde e o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam). Marina Silva comentou sobre a política da atual presidente Dilma Rousseff no setor ambiental, no qual afirmou dar pouca importância neste setor.

“No governo do presidente Lula foram demarcados 70 milhões de hectares em reservas indígenas. No governo de FHC (ex-presidente Fernando Henrique Cardoso) foram cerca de 40 milhões. E, até agora, a presidente Dilma não alcançou a marca de três milhões de hectares para os índios”, afirmou a candidata do PSB.

Marina ainda falou sobre a questão da exploração de petróleo na camada pré-sal, onde é acusada pelos seus principais concorrentes de querer frear a continuidade do projeto. Segundo a presidenciável, isso não é verdade, e existe sim a preocupação por parte de sua candidatura em explorar outras formas de energia - a questão do pré-sal seria mais uma delas.

Depois da coletiva, a presidenciável e parte da comitiva seguiram por uma trilha na Reserva Adolphe Ducke, afim de conhecer o mirante de 42 metros de altura que fica no meio da floresta. Por volta das 19h30, a candidata encabeçou um comício na rua Zero, na área do Igarapé da Sapolândia, no limite dos bairros Alvorada e Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste de Manaus.

Marina Silva seguirá direto do comício para o aeroporto, onde tem voo marcado para as 21h para Brasília. Na manhã desta segunda-feira (22), a presidenciável deve seguir com sua agenda de campanha.   

Marina Silva discursa em Manaus

Após um vídeo em que o poeta amazonense Thiago de Mello fala sobre a presidenciável e confirma seu apoio a Marina Silva, a candidata começou seu discurso na entre os dois bairros da Zona Centro-Oeste, pedindo votos para os “Marcelos” - o candidato ao governo do Estado Marcelo Ramos, e o candidato ao senado Marcelo Serafim, citando por várias vezes o nome dos políticos no plural.  


Marina reclamou de seu curto espaço de tempo de propaganda na televisão, citando que a presidente Dilma Rousseff tem 12 minutos enquanto ela tem apenas 2 minutos para expor suas propostas de candidatura.

A candidata ainda falou do tempo em que morou em Manaus, mais precisamente no bairro Morro da Liberdade, na Zona Sul. Relembrou de como ajudava a mãe lavando roupas e tomando banho no Igarapé do Quarenta. A candidata relacionou sua infância difícil na periferia da cidade com o projeto "Minha Casa, Minha Vida", o qual, segundo ela, terá continuidade, fazendo ajustes e aumentando o número de moradias para a população.

Durante o discurso de pouco mais de meia hora, a presidenciável ainda citou o nome de vários parentes que ainda moram em Manaus e de locais que marcaram sua passagem pela cidade. Falou do sonho de ser freira no colégio Santa Doroteia e de quando uma das religiosas lhe disse que uma freira não poderia ser analfabeta. Foi nessa época que Marina Silva decidiu aprender a ler.


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