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Durante Conferência Global em Segurança no Trânsito, Dilma reforça meta traçada na ONU

Acidentes no trânsito são considerados caso de saúde pública, pois anualmente 1,25 milhão de pessoas morrem em decorrência deles, de acordo com o recém lançado Relatório Global sobre a Situação de Segurança no Trânsito, do Ministério da Saúde 18/11/2015 às 11:26
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Presidente Dilma Rousseff discursou durante o evento nesta quarta-feira (18), enfatizando a necessidade de diminuirmos as taxas de mortes no trânsito
Jhonny Lima Brasília (DF)

A presidente Dilma Rousseff entafizou o empenho em promover a mobilidade segura de todos os cidadãos brasileiros, especialmente os mais vulneráveis expostos ao tráfego pesado, durante a 2ª Conferência Global de Alto Nível em Segurança no Trânsito – Tempo de Resultados, na manhã desta quarta-feira (18), no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. O evento reúne chefes de Estados, delegados, líderes e especialistas de todo o planeta com o objetivo de discutir formas e traçar metas de reduzir mortes e traumas no trânsito, visando alcançar a meta do Plano Global para a Década de Ações 2011-2020.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), os acidentes no trânsito são considerados caso de saúde pública, pois anualmente 1,25 milhão de pessoas morrem em decorrência dos acidentes envolvendo pedestres, motociclistas, carros e ciclistas, entre outros, de acordo com o recém lançado Relatório Global sobre a Situação de Segurança no Trânsito divulgado neste ano pelo MS.  

A anfitriã reforçou o compromisso assumido na Assembleia Geral da ONU, em setembro deste ano em Nova Iorque, como a redução pela metade  dos casos de acidentes no trânsito até 2020. “A década de ação e os objetivos do desenvolvimento sustentável trazem grandes responsabilidades. Esperamos que daqui a cinco anos possamos fazer um balanço positivo da década de ação”, explicou. A presidente Dilma Rousseff afirmou que medidas simples, como o uso do cinto de segurança e capacetes, têm potencial para salvar vidas e incentivou o uso de bicicleta.

Ela frisou que apesar de haver uma redução de 6% nas mortes no trânsito, a quantidade de vítimas fatais ainda são elevadas, grande parte devido a mistura álcool e direção. O prejuízo no trânsito corresponde a 3% do PIB mundia. No entanto, a presidente reforçou que medidas como o uso obrigatório de dispositivos de segurança para proteger crianças.

Abertura

A sul-africana Zoleka Mandela fez a abertura da 2ª Conferência e destacou a importância de reduzir mortes no trânsito. Ela é representante da ONU para a Segurança no Trânsito e contou como perdeu sua filha, na época com 13 anos, durante um acidente. Emocionada, ela conta que se engajou nos movimentos de prevenção e mortes no trânsito com o objetivo de outras famílias chorem pela perda de parentes nas estradas e rodovias. “Nada é desculpa para acontecer acidentes. Tudo pode ser evitado, basta que haja engajamento de todos”, enfatizou.



A diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, lembrou do compromisso assumido em Nova Iorque em setembro e que todos os países adotaram metas para os próximos anos de reduzir as mortes no trânsito. “Temos que assegurar que vamos servir as pessoas. Em especial os jovens, porque acidentes de trânsito são a principal causa de mortes entre 18 e 29 anos. Temos que cuidas das crianças e jovens porque eles representam o futuro do nosso país. O Brasil é o País correto para ser o anfitrião desse evento”, frisou ao acrescentar que anualmente 2,5 milhões de crianças são vítimas fatais no trânsito.

O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assegurou que o objetivo quanto as estradas federais é ampliar e levar a tecnologia empregadas no programa Rodovida para as vias nas cidades. A ideia é ampliar o programa com os Estados e municípios. Ele explica que houve mudança na técnica de policiamento, sabendo onde ocorrem os acidentes com mais frequência, havendo fiscalização preventiva nos feriados e fim de semana.  

O Ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI) disse que apesar dos 1,2 milhão de mortos no mundo em decorrência dos acidentes no trânsito, o Brasil tem feito esforços para melhorar o índice, entretanto, reconheceu que nos últimos dois anos houve aumento de 28% no número de mortes.  Ele frisou que em 2009 e 2013 houve queda com a introdução da Lei Seca e destaca como maiores vítimas os condutores de motocicletas.

“Hoje a maior causa de morte no trânsito no Brasil é com moto. Em 2013 tivemos 163 mil internações no SUS por acidente no trânsito, destes 88 mil foram com motos, 43 mil com pedestres e 25 mil com ocupantes de veículos, o que significa que 50% das internações do SUS por acidente de trânsito são por motos”, pontuou e acrescenta que esses acidentes trazem consequências gravíssimas com os prontos-socorros lotados, pessoas faltando ao trabalho, ficando deficientes, inválidos, ocasionado elevado custo para a saúde e previdência pública.

O Ministro das Cidades, Gilberto Kassab, que devem ser tomadas medidas educativas e implementações para que a legislação no trânsito seja cumprida. Ele explicou que 20% das pessoas não usam cinto de segurança no banco da frente e 50% não usam no bando de trás e só com os avanços na legislação, de 2012 a 2013 houve redução de 10% nos acidentes.
No entanto, Kassab frisa que os acidentes aumentaram no meio rural porque muitos agricultores deixaram de lado o uso da carroça, do cavalo e outros animais como meio de transporte para utilizarem motocicletas. “O caminho para reduzir é a formação dos condutores”, disse.
 
A 2ª Conferência Global de Alto Nível em Segurança no Trânsito termina nesta quinta-feira (19) com sessões paralelas e adoção da declaração de Brasília sobre segurança no trânsito.


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