Publicidade
Cotidiano
Notícias

Economia brasileira preocupa empresários locais, sobretudo da indústria

Economia brasileira, por vários de seus indicadores, não vai bem e preocupa empresários locais, sobretudo da indústria 18/07/2013 às 08:41
Show 1
Indicadores econômicos conjunturais
Adan Garantizado ---

Indicadores econômicos referentes à economia brasileira chamam atenção pelo cenário nebuloso que criam para os próximos meses. Encaixam-se nesse figurino o aumento da inadimplência no país (1,52 % em julho), alta no percentual de famílias endividadas (65,2% em julho) e a redução do Índice de Confiança do Empresário Industrial - Icei (de 54,8 para 49,9 pontos).

No começo desta semana, analistas do mercado financeiro revisaram as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano e o resultado não foi nada animador. Segundo relatório de mercado Focus, do Banco Central, o PIB brasileiro deverá crescer 2,31% em 2013. Há um mês atrás, o índice de crescimento esperado era de 2,49%. Esta foi a nona diminuição seguida das estimativas e já há quem diga, entre os especialistas, que o crescimento real do PIB Brasileiro não chegue a 2% no final do ano.

Leituras

No Amazonas, representantes da indústria mostram receio com os números, enquanto o comércio ainda demonstra uma visão otimista. Para presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, os motivos da instabilidade econômica fogem do controle dos empresários. “A questão é muito mais política.

A variação cambial, os índices de inflação e principalmente a insegurança jurídica em torno da alíquota interestadual de ICMS estão deixando os empresários reticentes em fazer novos investimentos. Basta olhar para as últimas reuniões do Codam e do CAS  para ver que poucos projetos de ampliação de atividades industriais foram apresentados. Essas questões precisam ser resolvidas para a economia voltar a crescer”, frisou Périco.

Já o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM), Ralph Assayag, tem uma visão diferente dos índices. O número de empregos gerados pelo comércio local – 278 mil formais e cerca de 60 mil na informalidade – e a perspectiva de crescer mais do que no primeiro semestre animam Ralph. “Por ser um Estado quase isolado, o Amazonas leva essa vantagem. Os problemas que ocorrem em outros Estados demoram ou sequer chegam aqui. O comércio de Manaus apresenta bons números. Recentemente, um novo empreendimento foi inaugurado na Zona Leste. Ainda há planos da Prefeitura que devem criar novos centros comerciais na cidade. A única coisa que me preocupa atualmente são esses protestos. Já deixaram de ser populares. O dos sindicatos, na semana passada, fechou o Centro por uma tarde e espantou o consumidor. Isso é um mal para o comércio”, analisou Assayag. Ele porém reconhece que uma crise no Polo Industrial de Manaus teria efeitos imediatos no comércio local. “Se houver redução de emprego, a população terá menos renda e isso obviamente irá nos afetar”, acrescentou.

Tranquilidade

A reportagem tentou ouvir a opinião do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), Valdemir Santana, mas não obteve sucesso. Por meio da assessoria de imprensa, o Sindicato disse que não existem índices que demonstrem ameaças ao Pólo Industrial de Manaus (PIM). Segundo o Sindmetal, as empresas que mais demitem são também as que mais contratam. Segundo as projeções do sindicato, o número de empregos no PIM deve fechar o ano com alta entre 10% e 20%.

Publicidade
Publicidade