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Economia registra expansão mínima em 2014 e investimentos têm forte queda

No quarto trimestre de 2013, PIB teve retração de 0,2% e, em 2014, a economia teve crescimento mínimo de 0,1%, pior desempenho desde 2009 27/03/2015 às 10:00
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Dados foram divulgados pelo IBGE
Rodrigo Viga Gaier e Walter Brandimarte (Reuters) Rio de Janeiro

A economia brasileira cresceu 0,3 por cento no quarto trimestre de 2014, na comparação com os três meses anteriores, registrando expansão mínima no ano, com forte queda nos investimentos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Em relação ao quarto trimestre de 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) do país registrou retração de 0,2 por cento. Mas em 2014 como um todo a economia conseguiu um crescimento mínimo de 0,1 por cento, ainda assim pior desempenho desde 2009.

O resultado do último trimestre do ano passado sobre o imediatamente anterior --que foi melhor do que a expectativa do mercado-- foi beneficiado pela expansão de 1,8 por cento do setor agropecuário e crescimento de 0,3 por cento do setor de serviços, enquanto a indústria teve queda de 0,1 por cento.

Do lado da demanda interna, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) --medida de investimentos-- no período caiu 0,4 por cento. Também a despesa do governo recuou, 0,6 por cento, enquanto o consumo das famílias cresceu 1,1 por cento.

Resultado

Em 2014, a economia brasileira escapou por pouco de registrar retração. O PIB da agropecuária teve expansão de 0,4 por cento e o de serviços subiu 0,7 por cento. Por outro lado, a indústria mostrou retração de 1,2 por cento no ano passado.

Do lado das despesas, a formação Bruta de Capital Fixo teve forte queda de 4,4 por cento em 2014. Esta retração, segundo o IBGE, é explicada, principalmente, pela queda da produção interna e da importação de bens de capital. Em 2013, a formação bruta de capital fixo havia crescido 6,1%.

A taxa de investimento (FBCP/PIB) em 2014 ficou em 19,7 por cento. Para 2015, os economistas de instituições financeiras, segundo última pesquisa Focus do Banco Central, preveem retração de 0,83 por cento do PIB.

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