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Economista do BNDES critica Zona Franca

Marcelo Miterhof diz que ICMS de 12% para modelo poderá afetar a distribuição da indústria de TICs 24/05/2013 às 11:41
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Setor de informática na Zona Franca de Manaus sofreu efeitos da Lei do Bem
a crítica Manaus, AM

A Zona Franca de Manaus voltou a ser criticada  em um grande veículo de comunicação do país. Na edição do jornal “Folha de São Paulo” desta quinta (23), o economista Marcelo Miterhof, adotou um tom “morde e assopra”, criticando o modelo, mas frisando que não quer a extinção do mesmo, mas sim sua melhoria.

Marcelo trabalha no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas fez questão de lembrar que sua opinião não reflete o posicionamento do Banco na questão. 

O artigo “Zona Franca de Manaus: O esperado é que houvesse adensamento tecnológico e produtivo no PIM, mas o que ocorre é o contrário”, começa com críticas aos privilégios que a ZFM pode obter com a aprovação da alíquota diferenciada de ICMS interestadual de 12%.

O autor diz temer um desequilíbrio à favor de Manaus, em relação a capacidade de atrair empresas de tecnologias de informação e comunicação (TICs - que envolvem setores como equipamentos de telecomunicação, bens de informática e automação). Para Marcelo, os polos de TICs no Nordeste seriam os maiores prejudicados.

Outra crítica feita pelo economista no artigo diz respeito aos destino dos produtos do PIM. Pelo fato de a produção ser voltada em sua maioria para o mercado interno, Marcelo classificou a ZFM como “um caso singular no mundo”, já que esse tipo de arranjo produtivo é geral é voltado para exportações.

O articulista também rebateu os argumentos do Centro da Indústria do Amazonas (Cieam), em um artigo publicado na última sexta-feira no “Jornal do Commercio”: O alívio que a ZFM causa nas pressões sobre o uso da floresta e canalização de recursos para ciência, tecnologia e inovação.

“Acredito que o primeiro esteja em boa parte sendo atingido. Quanto ao segundo, porém, em que pese a determinação legal de as empresas da ZFM aplicarem 5% de sua receita em pesquisa e desenvolvimento (P&D), não há indícios de que isso esteja ocorrendo com efetividade, ao menos no principal setor do PIM”, diz trecho do texto.

Ele finaliza esta crítica dizendo que esperava que houvesse adensamento tecnológico e produtivo no PIM, mas o que ocorre é o contrário. A média salarial do PIM também é criticada pelo economista. No fim do artigo, Marcelo ressalta que não seja o fim do modelo, mas que ele mude para ser melhor para o país e também para o Amazonas, tornando-se sustentável a longo prazo e gerando melhores empregos.

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