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Cotidiano
Política

Eduardo Braga diz não ter envolvimento em esquema delatado pela Odebrecht

Executivos da empreiteira disseram que o senador acompanhou debate sobre o projeto que beneficiaria a empresa 22/08/2016 às 15:09
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Em nota, Braga explicou que o acompanhamento de projetos em tramitação nas casas legislativas é uma das muitas tarefas parlamentares que cabe ao líder do Governo. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Rafael Seixas Manaus (AM)

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) se pronunciou sobre a matéria da Agência Globo (AG), publicada no último domingo (21), em que executivos da Odebrecht, em tentativa de delação premiada, disseram que o parlamentar acompanhou os debates de projetos que beneficiaram a organização. De acordo com os administradores, a empresa pagou R$ 100 milhões em propina para o PT em transações intermediadas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Em nota, Braga explicou que o acompanhamento de projetos em tramitação nas casas legislativas é uma das muitas tarefas parlamentares que cabe ao líder do Governo e, portanto, trata-se de uma atividade perfeitamente normal e legal no processo legislativo.

“Como então líder do Governo no Senado, apenas acompanhei o debate do projeto de redução da alíquota do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços]. Ou seja, em nenhum momento o meu nome é citado em suposto recebimento de propina”, declarou, em comunicado.

“Reforço que não tenho nenhum envolvimento com o suposto recebimento de propina e repudio toda e qualquer ação neste sentido”, acrescentou.  

Ainda segundo a reportagem da AG, a maior parte dos pagamentos teria sido feita em troca de benefícios obtidos nos últimos anos graças a projetos como a desoneração da folha de pagamentos e a redução de imposto de renda sobre o lucro de empresas brasileiras no exterior.

Além do líder do PMDB no Senado e o ex-ministro da Fazenda, o então vice-presidente Michel Temer (PMDB) também teria acompanhado de perto o debate sobre o projeto.

Com operação em 27 países, a Odebrecht foi uma das principais beneficiadas pelo projeto, que resultou em redução de 34% para 25% da alíquota de imposto de renda a ser pago sobre lucros obtidos fora do País.

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