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Eduardo Cunha afirma que reforma política será votada até o fim de maio na Câmara Federal

Presidente da Câmara dos Deputados garante que as PECs que tratam de mudanças no sistema político brasileiro em trâmite na Casa serão votadas em dois meses 22/03/2015 às 16:25
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Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, garantiu votação em plenário até o fim de maio
acritica.com* ---

Depois da repercussão negativa do embate entre o então ministro da Educação Cid Gomes e parlamentares no plenário da Câmara dos Deputados na quarta-feira (18), o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acena para uma agenda positiva de votações. Na sexta-feira (20), o parlamentar afirmou em Curitiba, durante a inauguração do programa Câmara Itinerante, que a reforma política deverá ser  votada pelo plenário até o fim de maio.

“Vamos abrir os debates, fazer essa ampla discussão com a sociedade e permitir a participação de todos. Mas se a comissão especial não conseguir finalizar um texto no prazo regimental, eu vou trazer o assunto diretamente para o Plenário”, disse Cunha. “E então faremos uma semana inteira de sessões para votar exclusivamente a Reforma Política”, completou o peemedebista.

Em reposta ao anúncio de Cunha, o relator da recém-criada comissão especial para a reforma (PECs 344/13, 352/13 e outras) na Câmara, Marcelo Castro (PMDB-PI), assumiu o compromisso de votar um texto consensual na comissão dentro do prazo. “Nós vamos fazer essa discussão na comissão e queremos levar uma proposta pronta para o Plenário até maio”. Ele disse que este é momento de se fazer a reforma. “Se não fizermos agora, não faremos nunca mais.”

Sem coesão

Para Castro, o modelo brasileiro peca pela falta de coesão dos partidos políticos, pela grande influência do poder econômico, pela deformação do voto do eleitor e pela presença exagerada do marketing político nas campanhas. “Precisamos que os partidos tenham unidade ideológica para que os eleitores tenham segurança na hora de votar”, disse Castro. Ele criticou o fato de o eleitor muitas vezes escolher o candidato "Pedro" e eleger o candidato "João", por conta do modelo de eleição proporcional vigente. 

*Com informações da Agência Câmara dos Deputados

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