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Eduardo Cunha desconversa sobre as reclamações feitas pelo movimento LGBTT

Presidente da Câmara Federal foge de perguntas sobre homossexualidade, mas defende redução da maioridade penal 29/06/2015 às 21:03
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A Conferência de Liderança Cristã foi realizado no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques e reuniu aproximadamente três mil pessoas
Natália Caplan Manaus (AM)

O presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), evitou falar sobre a polêmica causada por pautas conservadoras durante a Primeira Conferência de Liderança Cristã. O evento foi realizado nesta segunda-feira,29, no Centro de Convenções do Amazonas (CCA) Vasco Vasques, no bairro Planalto, Zona Centro-Oeste de Manaus. Questionado pela equipe do A CRÍTICA sobre as reclamações feitas pelo movimento LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), ele desconversou.

“Você não pode esquecer que é o presidente da Câmara e, como presidente de todos os deputados — ou seja, de todas as posições possíveis —, devo me ater ao cumprimento do regimento e me portar dessa forma. Sabem que eu sou cristão e, como cristão, tenho minhas opiniões. E todos conhecem as minhas opiniões. Mas eu não posso dizer; isso é apenas a minha opinião. Consequentemente, eu tenho que me ater à discussão no limite do regimento, cumprir o regimento”, disse, em coletiva à imprensa local.

Autor do projeto que cria o “Dia do Orgulho Hétero”, o parlamentar também é um dos principais defensores do “Estatuto da Família”. O projeto define como família aquela composta apenas por homem e mulher; e proíbe a adoção de crianças por casais homossexuais. Porém, diferentemente de Cunha, o senador Magno Malta (PR-ES) não teve “papas na língua”. Ele se mostrou totalmente contrário ao que não se encaixe naquilo que “Deus criou” e defendeu a importância de não se separar política e religião.

“Em uma sociedade democrática, plural — como é a nossa —, eu posso ser a favor de algo e ser contra algo. Isso é absolutamente normal. Nenhum anjo vai descer aqui para resolver o que nós temos que resolver. Temos que trabalhar no limite do tolerável. Mas não se negocia princípios. E o princípio para uma sociedade plural, democrática e sadia é a família. Deus criou a família e, a partir dela, tudo. A base inegociável é a família. Foi o que Deus criou. Há uma regra de convivência na sociedade e ela se chama respeito”, declarou o deputado federal.

Maioridade penal

Apesar de “fugir” do tema homossexualidade, Eduardo Cunha abraçou a causa da diminuição da maioridade penal de 18 para 16 anos com “unhas e dentes”. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/1993 será votada hoje. “Se você dá um direito ao jovem de 16 anos de votar — cometer o maior crime que pode cometer, que é escolher quem vai governá-lo —, ele tem também que assumir as suas obrigações. Eu defendo a isonomia”, afirmou o deputado federal. “Temos, paralelamente, um esforço de gestão e investimento em segurança, no sistema prisional e na forma de educação e recuperação”, concluiu.

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